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Nacionalismos são obstáculo à Nova Ordem Multipolar, diz Dugin

01/07/2025
em Artigos EN
Tempo de Leitura: 2 mins de leitura
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Em uma segunda entrevista dada aos neoduguinistas e ex-olavistas brasileiros do Estúdio 5º Elemento, o ideólogo Alexander Dugin, afirmou que os nacionalismos dividem os países e impossibilitam uma união de blocos que as fortaleceria contra o globalismo. Neste momento, isso pode soar como um grande balde de água fria em diversos movimentos nacionalistas que apoiam a Rússia como esperança de fortalecer suas nações contra o globalismo. Para Dugin, as soberanias nacionais devem ser postas de lado para resolver “diferenças” com países de uma mesma região, mais ou menos como o Mercosul.

Para Dugin, a identidade nacional deve ser repensada, abstraída das nações atuais e reconstruída sob bases “tradicionais”. Em outro momento, explicamos aqui o que Dugin entende por tradições, o que parece fundamental para entender a sua tese política.

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Diretamente de Moscou, o entrevistador, Arthur Machado, chegou a dizer que “há muitos mitos ruins sobre a multipolaridade”, o que a entrevista parecia dedicar-se a desmistificar. Na primeira vez que o canal entrevistou Dugin, em 2022, houve grande queixa e alarido contra este site, ironizando o título de duguinistas usado por nós para se referir a eles. No entanto, parece que agora já é permitido assumir publicamente aquilo que na época parecia cedo demais.

Dugin explicou a sua teoria já conhecida do mundo multipolar, chegando a sugerir que a América Latina se una em uma única potência, tese defendida pela chamada Unasur ou pelo mito da Pátria Grande, defendido na região especialmente por Hugo Chavez e atualmente por Maduro, parceiros do governo Lula. Essa foi a proposta do Foro de São Paulo, organismo criado por Lula e Fidel, em 1990, sobre o qual conservadores parecem já ter se esquecido ou acham “história antiga e batida”.

Em nome das novidades ideológicas, com a propaganda produzida pelo 5º Elemento, Dugin ficou ainda mais conhecido dos conservadores brasileiros, confirmando os alertas deste site de que o movimento possui vínculos diretos com Moscou e interesses bastante importantes para a difusão da ideologia revolucionária de Dugin.

Ficou claro na entrevista como Dugin procura opor-se ao globalismo para fisgar conservadores, sendo, no entanto, uma proposta muito semelhante de poder global. Dugin só consegue enganar aqueles que não conhecem as bases do próprio globalismo, que defendia, em sua formatação liberal, a mesma tese “multipolar” por meio da defesa da diversidade, igualitarismo e colaboração internacional a partir da submissão das nações a grandes blocos. A diferença é que o globalismo liberal claramente falhou em centralizar o mundo inteiro, o que soou como uma proposta megalômana, preferindo ceder espaço para a sua pseudo-oposição, um globalismo reduzido, mitigado, regionalista e tradicionalista, que apelasse às crenças e valores locais e autolisonjeiros dos “mil povos do mundo”, termo de Heidegger frequentemente usado por neonazistas.

Indo na onda do momento, os neoglobalistas russos defendem o mesmo deslocamento do eixo de poder espiritual do Ocidente para o Oriente, o que fica claro na tese russófila e anticatólica da Terceira Roma, um centro espiritual em Moscou, vista como luz do mundo. Mas é claro que se Dugin afirmasse isso de cara, geraria um grande incômodo. Assim como fizeram os globalistas, é preciso apelar ao igualitarismo lisonjeiro das mil culturas, da linda diversidade através da qual a “Mãe Rússia” ira cavalgar o cume dos séculos.

Oportuno vazio espiritual

Assim como os movimentos New Age do século passado, fomentados pela subversão soviética contra o Ocidente, Dugin também ganha espaço entre conservadores graças ao processo de secularização dos movimentos de direita, que cada vez menos se preocupam com consequências espirituais de suas posições políticas, entregando-se a estratégias político-midiáticas. Afinal, o ideólogo russo representa a antiga tradição ocultista da política russa que remonta ao período czarista e atravessou o comunismo sobrevivendo ao materialismo histórico do regime. Filho de agentes da KGB, ele cresceu difundindo clandestinamente autores esotéricos nos ambientes boêmios da Moscou soviética entre jovens desorientados e revoltados contra o regime. Naquela época, uma das formas mais populares de afrontar o Kremlin era defender o neonazismo ou o satanismo, o que confrontava ao mesmo tempo com o comunismo e com o materialismo coletivista soviético. Dugin difundia as obras de Aleister Crowley e se baseou em René Guénon e Julius Evola para uma oportuna costura com a Revolução Conservadora, movimento de onde o nacional-socialismo alemão surgiu.

A subversão espiritual tem grande poder sobre as almas sedentas por soluções políticas e por novidades estéticas. Dugin tem a capacidade, aprendida possivelmente com Crowley, de dosar seu discurso adaptando-o ao interlocutor. Falando ao brasileiro deslumbrado com a Rússia, foi especialmente engraçado ouvir Dugin criticar Peter Thiel e o seu uso do “Iluminismo das trevas”, corrente defendida por seus seguidores por recomendação do próprio ideólogo.

O site do Instituto Estudos Nacionais é o único que acompanha de perto este movimento que se tornará, em breve, o maior movimento de poder global, graças ao trabalho de grandes Idiotas úteis (título de nosso último livro). 

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