Desde 2016, o site Estudos Nacionais sobrevive às tempestades nacionais da política e da cultura, sempre antecipando rupturas e novidades revolucionárias do Brasil. O site, inspirado originalmente no jornal online fundado pelo filósofo Olavo de Carvalho, o Mídia Sem Máscara, que existiu entre 2002 e 2017, procurou suceder as análises aprofundadas e artigos de autores de referência no meio conservador emergente desde a metade da primeira década deste século. Neste período, originou uma editora, publicou livros pioneiros e chegou a manter por curto período uma revista impressa.
A primeira iniciativa do EN foi o lançamento do livro A transformação social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (2017). Produzido, editado e publicado pelo EN, ele foi distribuído de forma quase artesanal, sendo o primeiro livro do editor e fundador do grupo, o jornalista Cristian Derosa, juntamente com seu irmão, Marlon Derosa. Na época, uma das principais plataformas do site eram os estudos sobre a temática do aborto, tema que fez do site uma referência no assunto.
A editora Estudos Nacionais foi responsável, ainda em 2017, pelo lançamento pioneiro no Brasil: a primeira edição brasileira do clássico de opinião pública, A espiral do silêncio, publicado originalmente em 1976, sem nenhuma edição em língua portuguesa desde então.
Mais tarde, vieram outros livros sobre temas de jornalismo e opinião pública, além do lançamento de um volume organizado sobre temas relativos ao aborto e defesa da vida, intitulado Precisamos falar sobre aborto. O livro vendeu muito e até hoje é referência nacional entre os principais ativistas pró-vida do Brasil.
Ainda naquele movimentado ano de 2018, o EN decidiu lançar sua primeira revista impressa, a Revista Estudos Nacionais, que alcançou a meta de lançar quatro edições fundamentais sobre temas políticos e internacionais. Como destaque, a revista antecipou a moda das agências de fact-checking e da caça às bruxas promovidas por elites da esquerda financeira nos anos seguintes. Aquelas edições também anteciparam diversas a difusão de informações que antes eram restritas a grupos fechados de estudiosos, como as origens espirituais e ocultistas da pedofilia, da ideologia de gênero e do ativismo pela descriminalização de abominações hoje vistas com assombro por quem acompanha os noticiários.
Além disso, a revista começava a desmascarar o escândalo do ativismo judicial do STF, hoje tão abrangente que já nem necessita de grandes explicações.
Durante o conturbado governo Bolsonaro, o EN foi alvo de suspeitas por parte da grande mídia, já que tinha entre seus leitores pessoas do alto escalão do governo. Era compreensível, pois havia no primeiro ano do governo de Bolsonaro diversos quadros tirados do meio conservador associado ao professor Olavo de Carvalho, esfera na qual o EN era repertório comum, assim como diversos outros sites que começaram a emergir naqueles anos de politização e ansiedade. Jornais da grande mídia se uniram contra diversos sites para boicotar o conteúdo que julgavam inconveniente à oposição que desejava derrubar o governo a qualquer custo.
O EN foi, assim, uma das vítimas silenciosas desse processo. Ao contrário dos sites que bajulavam o governo diante de tudo o que fizessem, o EN teve a coragem de denunciar certas conivências perigosas do governo com setores da esquerda cultural, conciliações e acordões que poderiam prejudicar, não o governo, mas a própria sobrevivência de uma voz conservadora e antirrevolucionária no país. Os alertas feitos pelo site se mostraram tão realistas que a própria oposição decidiu silenciar o site por meio de denúncias silenciosas através de milícias como o Sleeping Giants.
O conteúdo censurado eram as críticas às restrições da pandemia, as polêmicas envolvendo as vacinas etc. O período era de grande tensões sobre esses assuntos e o EN acabou sendo vítima de uma censura que estava apenas começando. Já naquele período, o EN mantinha diversos textos sobre temas que hoje são mais atuais, como o eurasianismo e a nova ordem mundial.
Por volta de 2021, o site decidiu reduzir seu quadro de colaboradores e seu conteúdo, transferindo parte de sua equipe para outros sites e vivendo de prestação de serviços editoriais. No ano seguinte, em 2022, porém, o site voltou a funcionar pelas mãos do fundador, tendo mantido a pauta conservadora e católica até o presente momento.
Hoje, o EN é o único site brasileiro que tem alertado para o perigo das ideologias de terceira posição, como o eurasianismo e a volta de ideias neofascistas de caráter esotérico, o crescimento da influência do espiritualismo ocultista na juventude politizada, por meio tanto da literatura quanto do entretenimento pop e de tendências comportamentais modernas e pós-modernas, travestidas hoje de uma máscara de tradicionalismo e ressentimento contra a modernidade. Esta nova tendência encontra hoje confirmações diárias da sua força crescente, enquanto grande parte da direita brasileira silencia sobre o tema. O EN vive hoje um longo período de ostracismo da parte de movimentos que em outros tempos se diziam contrários à mentalidade revolucionária e promotores de suposta guerra cultural.



