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Acesse a páginaO livro traz uma série de falsas ideias, como dicotomias fáceis e chavões repetidos em redes soci...More
Publish Date: 16 Dec, 24

O livro traz uma série de falsas ideias, como dicotomias fáceis e chavões repetidos em redes sociais, que têm servido de armadilhas fáceis para fisgar públicos desavisados. O idiota útil, como o nome já diz, é um agente involuntário que trabalha contra suas próprias crenças e valores, acreditando, no entanto, que está em pleno serviço dos seus próprios interesses.
O livro “O Demônio e a Revolução”, de Cristian Derosa, apresenta uma análise profun...More
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O livro "O Demônio e a Revolução", de Cristian Derosa, apresenta uma análise profunda e provocativa sobre as revoluções históricas e suas raízes espirituais e culturais. Partindo de uma perspectiva cristã e tradicionalista, o autor argumenta que as revoluções que marcaram os últimos séculos não são eventos isolados ou espontâneos, mas parte de um projeto contínuo e intencional. Este projeto, segundo Derosa, tem como objetivo final a destruição da ordem divina e a instauração de uma nova era fundamentada em princípios anticristãos.
A tese central do livro é a de que o espírito revolucionário, presente desde a queda de Lúcifer, manifesta-se na história humana através de heresias, movimentos culturais e eventos políticos. Derosa conecta episódios históricos como a Reforma Protestante, a Revolução Francesa e o Comunismo a uma dinâmica espiritual que se opõe à Igreja Católica e à hierarquia divina. O autor enxerga essas revoluções como etapas de um processo contínuo, guiado pela ideia de igualitarismo e pela rejeição das leis divinas.
A narrativa de Derosa é fundamentada em uma análise histórica detalhada, que combina elementos culturais, sociais e teológicos. Ele identifica cinco grandes revoluções históricas, cada uma representando um avanço no projeto revolucionário. A Reforma Protestante, considerada a "primeira revolução", é descrita como a ruptura inicial com a unidade da Igreja e a introdução do conceito de liberdade espiritual individual. A Revolução Francesa, por sua vez, é retratada como a segunda fase, na qual o igualitarismo e o anticlericalismo ganham força, culminando na rejeição explícita da autoridade da Igreja e na adoção de ideais iluministas.
No entanto, é na análise do Comunismo e das revoluções subsequentes que o livro revela sua dimensão mais alarmante. Derosa descreve o comunismo como a terceira grande etapa, marcada pela negação de Deus e pela tentativa de criar um "novo homem" à imagem de ideologias materialistas. Ele argumenta que o marxismo cultural e o hedonismo moderno, frutos das etapas subsequentes, representam a penetração do espírito revolucionário nas estruturas mais íntimas da sociedade e do indivíduo, formando a base daquilo que ele chama de "quarta e quinta revoluções".
O autor utiliza amplamente referências teológicas para sustentar sua visão, como a profecia bíblica de Gênesis 3:15, que anuncia o conflito eterno entre a descendência da Mulher e a da Serpente. Essa batalha espiritual, segundo ele, permeia as ações humanas e se reflete nas grandes transformações revolucionárias.
O livro também aborda o papel das ideias gnósticas como matriz das revoluções. Derosa argumenta que a gnose, com sua ênfase no conhecimento como caminho de salvação e sua rejeição da ordem divina, é a raiz espiritual do pensamento revolucionário. Ele traça paralelos entre as heresias antigas e os movimentos modernos, mostrando como o igualitarismo, o relativismo moral e o culto à liberdade individual se enraízam em princípios gnósticos.
Derosa oferece uma interpretação contundente dos eventos históricos, frequentemente apelando à noção de uma conspiração espiritual conduzida por forças malignas. Ele também enfatiza o papel da Igreja Católica como a principal barreira contra o avanço do projeto revolucionário, destacando a importância da resistência espiritual e cultural.
Em suma, "O Demônio e a Revolução" é uma obra que convida à reflexão sobre os fundamentos e as consequências das grandes transformações históricas. Ao conectar os eventos revolucionários a uma perspectiva espiritual e escatológica, Derosa oferece uma visão única e provocativa, destinada a desafiar tanto leitores cristãos quanto críticos seculares. É um livro que, mais do que uma análise histórica, propõe uma interpretação filosófica e teológica do curso da humanidade.
O livro digital Neofascismo Cultural: a última revolução propõe-se a investigar um fenômeno co...More
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O livro digital Neofascismo Cultural: a última revolução propõe-se a investigar um fenômeno contemporâneo que se infiltra de forma discreta, porém crescente, no campo cultural e político: a emergência de uma nova visão política revolucionária, que embora seja descrita como neofascismo não se restringe à repetição histórica do fascismo clássico, mas o desdobramento espiritual e ideológico das correntes revolucionárias modernas. Se o marxismo cultural foi o caldo ideológico que tragou grande parte da sociedade ocidental para a desconstrução da fé católica por meio do relativismo, o neofascismo cultural apresenta-se como pretensa solução ao recuperar doutrinas metafísicas supostamente hierárquica e espirituais.
Este livro estabelece uma relação profunda com uma realidade que temos investigado insistentemente...More

Este livro estabelece uma relação profunda com uma realidade que temos investigado insistentemente: o advento de um neofascismo cultural, tema do livro anterior, tem se beneficiado do retorno de um tipo de romantismo e um resgate imprudente de velhos erros espiritualistas, contrários à doutrina da Igreja, mesmo quando se dizem profundamente católicos. O livro pode ser interpretado como uma investigação de elementos anteriores ou formadores do livro sobre neofascismo, que representa o estágio final, mais associado ao entretenimento e à moda política atual. Juntos, eles montam um panorama assustador (ainda que bastante incompleto dada a complexidade do assunto) sobre o universo tenebroso que atua no imaginário das gerações mais jovens — e também dos nem tão jovens. O avanço do duguinismo, islamismo, não ocorre sem um background cultural profundo, pautado na construção de um indiferentismo e relativismo moral, religioso, que se utiliza do gosto por mitos, símbolos e tradições. Todos eles fazem parte do grande alvoroço de vícios promovido há séculos pelo fenômeno revolucionário, que chegou a um ponto insustentável. Cabe aos católicos estarem atentos a esse fenômeno para não serem tragados pela maré negra do caos ou participarem dele como idiotas úteis.
O livro A Cruz ou o Labirinto não é um guia do que fazer ou de como proceder, como muitos desejam. É um guia dos perigos e das ameaças, algo muito mais necessário. Há quem diga que não proponho uma saída para os problemas, pois digo apenas que toda solução está na Igreja Católica. É verdade que isso é bastante vago. Mas é preciso que seja assim, pois o grande problema por trás de tantos erros tem sido justamente essa ansiedade por soluções humanas, por conhecimentos que elevam o espírito ou a personalidade — numa versão politicamente adequada à direita da "cidadania" esquerdista. Muitos querem soluções, métodos. Mas o que importa muitas vezes é saber, antes, o que rejeitar, mais do que o que abraçar. O livro fornece um manual dos riscos, uma explicação histórica sobre o que realmente tem causado os erros que estão por toda a parte para onde olhamos. Esse livro, portanto, não é para o grosso do público que milita em redes sociais por bandeiras que não conhece e nem quer saber.
