Desde 2022, o Afeganistão tem importado gás, petróleo e trigo da Rússia.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Afeganistão, Amir Khan Muttaqi, disse em um comunicado: “Valorizamos essa medida corajosa tomada pela Rússia e, se Deus quiser, ela servirá de exemplo para outros países também”.
Outros países já sinalizaram que podem dar o mesmo passo: China, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão e Paquistão.
Com a declaração russa, além do possível seguimento por outros países periféricos adeptos da chamada “multipolaridade”, o Taliban ganha força e legitimidade, frente a uma situação anterior de isolamento.
Os EUA impuseram sanções ao país, congelando ativos do banco central do Afeganistão e sancionando líderes importantes do Taliban, isolando o país do sistema financeiro internacional. Este isolamento obviamente reforça a narrativa marginalista da multipolaridade, tema recorrente de iniciativas como o BRICS, criptomoedas e outras alternativas vistas como “disruptivas”.
Em 2003, seguindo a onda de reações ao atentado às Torres Gêmeas, o Taliban foi proibido pela Rússia, considerado movimento terrorista. Mas a proibição foi suspensa recentemente em abril deste ano. A Rússia vê a necessidade de trabalhar com Cabul, pois enfrenta uma grande ameaça à segurança de grupos militantes islâmicos baseados em uma série de países, do Afeganistão ao Oriente Médio.








