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Com ausência de EUA, China amplia influência na OMS e prepara nova pandemia

22/05/2025
em Artigos EN
Tempo de Leitura: 2 mins de leitura
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Em um movimento estratégico para reforçar sua influência sobre o mundo, a China anunciou nesta terça-feira (20) uma doação de US$ 500 milhões à Organização Mundial da Saúde (OMS) ao longo dos próximos cinco anos. A iniciativa ocorre após a retirada dos Estados Unidos da organização, determinada pelo presidente Donald Trump em janeiro deste ano. A informação é do jornal The Washington Post.

A movimentação parece corroborar a percepção das análises do Instituto Estudos Nacionais, de uma mudança de liderança do globalismo ocidental para as forças políticas de um novo eixo geopolítico associado à Rússia e China.

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O anúncio foi feito pelo vice-primeiro-ministro chinês, Liu Guozhong, durante a Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra. Liu afirmou que a contribuição visa combater o “unilateralismo” e promover a “solidariedade global em saúde”.

“Acreditamos firmemente que apenas com solidariedade e assistência mútua podemos construir um mundo saudável juntos”, declarou. O país comunista poderá conduzir o mundo indiretamente em uma próxima calamidade global envolvendo a OMS.

Com a saída dos EUA, que eram o maior doador estatal da OMS, a China se posiciona para ampliar sua influência em uma eventual (e provável) próxima pandemia, ao literalmente dominar uma instituição que teve papel de poder em 2020. Analistas apontam que essa ação faz parte de uma estratégia mais ampla do presidente Xi Jinping para fortalecer a posição global da China e reformular normas internacionais em seu favor. Na pandemia de 2020, a China foi acusada de ter sido responsável e a OMS de aliviar para o país comunista.

Durante a assembleia, o secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., criticou a OMS, classificando-a como “moribunda” e “sobrecarregada por burocracia”. Enquanto isso, o regime chinês procura substituir a liderança dos EUA, não apenas em saúde, mas também em temas como as mudanças climáticas.

A pressão de Pequim conseguiu excluir Taiwan da Assembleia Mundial da Saúde, argumentando que o país não tem “base, razão ou direito” para participar do evento sem a permissão da China.

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