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Quem foi o “Lutero do Brasil” que inspirou o tradicionalismo birrento

18/07/2025
em Artigos EN
Tempo de Leitura: 7 mins de leitura
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Uma das mentes mais influentes na história de grupos tradicionalistas radicais brasileiros, como o Centro Dom Bosco, foi o professor Orlando Fedeli, fundador da Associação Cultural Montfort, que, embora não se declarasse sedevacantista nem tivesse incentivado diretamente o cisma, foi durante anos um “oráculo” dos tradicionalistas radicais acostumados a um trabalho de crítica permanente contra movimentos católicos, o clero e a hierarquia, incluindo tudo o que fosse conciliar. Ao longo de sua vida, Fedeli plantou nas almas de muitos católicos um espírito de divisão levando à atual colheita de rebeldia contra a hierarquia da Igreja, alimentando as atuais preferências sedevacantistas de um tradicionalismo que age em “defesa da tradição”, mas estranhamente apartada da humildade e obediência à hierarquia.

Inspirado inicialmente no apostolado combativo inaugurado no Brasil pela antiga TFP, da qual fez parte por 30 anos, Fedeli dedicou a vida a combater essa instituição e seu fundador, fazendo respingar em quase tudo o que surgia no meio conservador católico a sua verve irônica e sarcástica, fazendo escola em movimentos que criam problemas para a Igreja até hoje.

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O fruto do trabalho de Fedeli foi fazer da defesa das tradições da Igreja uma causa literalmente anticatólica na sua essência, hoje combatida pelo próprio clero. Deu munição ao clero progressista para afastar e estigmatizar defensores da tradição, associados ao seu estilo birrento. Dizendo-se defensor da Igreja, dedicou toda a sua vida a atacar, não apenas os modernistas, mas todos os que combateram o mal revolucionário, acusando-os com o famoso rótulo de “gnósticos”, com o qual tirava seguidores de seus adversários e conduzindo-os ao limbo espiritual da revolta espiritual e rebeldia revolucionária travestida de ortodoxia. Vem do fedelismo a prática comum, hoje, de um “desigrejismo católico”, fenômeno mais conhecido no meio protestante, em que os fiéis se veem sozinhos contra um mundo gnóstico e hostil, tendo apenas o site da Montfort como oráculo salvador.

Após a morte de Fedeli, em 2010, porém, a Associação Montfort adotou uma linguagem mais conciliadora, tida como “neotradicionalista”, menos combativa contra o clero. No entanto, a influência do estilo pessoal de Fedeli foi transmitida a outros movimentos, grupos e indivíduos influenciadores que flertam com o cisma. Foi o grande responsável por ensinar uma linguagem sarcástica e ácida ao tradicionalismo católico, criando uma animosidade quase irreversível com a hierarquia. Uma das causas da transmissão desse “estilo” pode estar na história das motivações do próprio Orlando Fedeli ao longo de sua vida.

Discípulos do “Lutero do Brasil”

Há alguns anos, ex-membros da Associação Montfort reuniram histórias de Fedeli em um site intitulado O Lutero do Brasil. Foi popularizada por Fedeli a ideia muito em voga entre os chamados “radtrads” atuais de oferecer uma espécie de conhecimento teológico e litúrgico privilegiado que dá aos seus detentores uma luz especial para julgar e examinar livremente textos papais e magisteriais. Na internet católica brasileira, Fedeli é tido por uns como grande mestre e por outros como grande “encrenqueiro” que raramente tinha razão.

Falecido há 15 anos, sua influência ainda hoje não deve ser menosprezada. Ao longo da sua vida, fez tantos inimigos que seus atuais discípulos evitam citar seu nome publicamente, mas Fedeli foi fundamental para os atuais líderes do grupo tradicionalista Centro Dom Bosco, em seu início, o que foi revelado em uma entrevista dada ao podcast de outro fedelista confesso, Marcelo Andrade. Diferente do CDB, apesar da frequente temática histórica da Igreja, Andrade vem dando voz a uma diversidade perigosa de espiritualidades alternativas e novas tendências até esotéricas, ligadas ao entretenimento e ao conservadorismo conspiratório, seguindo o padrão dos podcasts mais atuantes na direita brasileira.

Orlando Fedeli está na origem do atual Instituto Bom Pastor (IBP), saído de dentro da Montfort, mas que precisou se afastar devido à tentativa de controle dos sacerdotes por parte de Fedeli. Sobre isso, há um testemunho contundente do padre Renato Leite, do IBP, que demonstra a vaidade do fundador da Montfort, que mesmo como leigo ambicionou controlar parte do clero tradicionalista. Graças ao afastamento dessa influência, hoje o IBP é um dos poucos institutos a celebrar a missa tradicional em plena comunhão com a Igreja.

Em seu testemunho, o padre relata que o professor Fedeli,

“vive esquecido de que, não importa o que diga ou faça, continua sempre um leigo não tendo autoridade docente na Igreja para submeter sacerdotes e formar seminaristas como pretendia nessa malfadada empreitada junto ao IBP. Tal tarefa está reservada exclusivamente aos bispos membros da Hierarquia da qual ele não faz parte”.

Já o CDB, também dizendo-se seguidores de Fedeli, rejeitam toda forma conciliatória de celebração de missa tradicional e estão mais próximos da FSSPX. Como revelou uma recente transmissão ao vivo do fundador e ex-presidente do CDB, Pedro Affonseca, o grupo foi cada vez mais se aproximando da Fraternidade de maneira a defender a missa tradicional celebrada pela instituição, rejeitando as missas tradicionais que estivessem em plena comunhão com a Igreja, que são vistas como “conciliatórias” e, portanto, insuficientes no combate à chamada “Igreja conciliar”, termo que tem raízes em um dos livros de Fedeli.

Da mesma forma como os “sedevacantistas práticos” do CDB, o podcaster Marcelo Andrade vem crescendo grande influência entre conservadores católicos, o que tem conseguido por meio de convidados e parceiros do seu programa, embora nem sempre trate de catolicismo, o que amplia a sua influência. É através desses discípulos, e sua rede de relacionamentos, que Fedeli, mesmo depois de morto, permanece exercendo a sua influência, ainda que sutil.

Recentemente, com a “virada” sedevacantista do CDB, a ligação com seu mestre vem sendo cada vez mais assumida.

Houve também alguma influência de Fedeli na formação do frei carmelita e tradicionalista Tiago de São José, sedevacantista e crítico ferrenho da chamada “Igreja conciliar”, embora não de maneira direta. Ele é próximo do bispo excomungado Carlo Maria Viganó, que já defendeu a Rússia de Putin como esperança para o mundo. A ideia da “igreja conciliar” pode ter grande relação com uma tese publicada por Fedeli, no livro A religião do Concílio Vaticano II, na qual o autor afirma que o Concílio não apenas introduziu ambiguidades doutrinárias, mas instituiu uma nova religião dentro da Igreja Católica, distinta da fé tradicional.

O termo tradicionalismo é utilizado para descrever aqueles que se rebelam formalmente contra o Concílio Vaticano II e a chamada Missa Nova, afirmando que esta não é válida ou, ao menos, impedindo que fiéis participem delas. Foi graças a Fedeli que este termo ganhou contornos pejorativos. O efeito prático da militância tradicionalista atual é o sedevacantismo, o eclesiovacantismo e finalmente o cisma, atitude que produz a excomunhão automática (sem a necessidade de aviso da Santa Sé).

O tradicionalismo que se rebela formalmente contra a autoridade da Igreja é a base do lefebvrismo, doutrina de Dom Marcel Lefebvre, bispo excomungado que criou a Fraternidade São Pio X e acabou espalhando seitas cismáticas pelo mundo. (Em sua aula recente, o padre José Eduardo mencionou uma carta de Lefebvre em que ao ser convidado para abençoar e consagrar padres para a cismática Igreja Palmariana, recomendou outro bispo apenas por uma questão de agenda, mas claramente apoiando a iniciativa. Isso abre uma porta ainda maior para o tamanho da nefasta influência das atitudes cismáticas de sua doutrina, base frequente do fedelismo).

Fedeli começou sua carreira no ativismo católico dentro da antiga TFP, contra a qual dedicou quase toda a sua vida para atacar e perseguir. Ao longo do tempo, porém, constituiu e popularizou um método de acusação para abarcar todos os movimentos católicos em sua crítica, iniciando pelo próprio Concílio Vaticano II: a acusação de gnose.

Da fagulha de inveja ao ativismo incendiário

Nascido em São Paulo, em 1933, Orlando Fedeli era professor de história em colégios católicos, como o Colégio São Bento. Ingressou na antiga Associação de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), liderada pelo professor e ativista católico Plinio Corrêa de Oliveira, de quem se tornou discípulo por quase 30 anos.

No início dos anos 80, Fedeli começou a sentir-se pouco prestigiado na instituição e vendo-se desvalorizado em seus talentos, rompendo com a TFP e dando início a uma série de denúncias de supostos desvios doutrinários. A partir daí, Fedeli criou um movimento de dissidência da TFP, cuja principal acusação era a de um “culto exagerado” à figura do ex-mestre, Plinio Corrêa de Oliveira, com o qual, segundo testemunhas da época, buscou disputar papel de liderança na instituição.

O combate de Fedeli à TFP pode ser considerado um marco incial do ataque aos movimentos conservadores que desejaram estar submetidos à Igreja, levando consigo parte considerável do conservadorismo católico para fora da comunhão com a Igreja. Nos últimos anos da vida de Fedeli, a Montfort dedicou críticas severas a expoentes conservadores da Igreja, como o padre Paulo Ricardo de Azevedo.

O nome da instituição criada por Fedeli possui também elementos da competição travada com Plinio Corrêa e a TFP, acrescentando apenas o combate à gnose, que procurou fazer como marca pessoal. Trata-se de uma homenagem dupla, tanto a São Luís Maria Grignion de Montfort, autor do Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Maria, que é a base da obra de Plinio Corrêa, mas também uma referência a Simão IV de Montfort, nobre francês que liderou a cruzada contra os albigenses, um grupo cátaro. Os cátaros são herdeiros dos antigos gnósticos e, portanto, antepassados dos modernos gnósticos. Fedeli se inspirou na obra Revolução e Contra-Revolução, de Plinio Corrêa de Oliveira, para criar uma espécie de paródia “Gnose e contra-Gnose” para acusar o antigo líder.

A diferença que tentou dar ao seu trabalho em relação ao de seu antigo mestre era o do foco em questões intelectuais, que sobrepunha às espirituais. História, antropologia, teologia e metafísica eram seus assuntos preferidos, a partir dos quais chegou ao complexo e intrincado conceito de gnose moderna que passou a usar para acusar a tudo e a todos.

Enquanto criticava o culto exagerado a Plinio Corrêa, Fedeli colocava-se como único capaz de esclarecer os católicos sobre os perigos da gnose. Ex-membros da Associação Montfort recordam que, mais tarde, a própria associação favoreceu uma espécie de “juramento” a Fedeli como espécie de guru. Ele teria dito que todas as graças recebidas por membros da Montfort vinham por meio dele.

O estopim da sua revolta no interior da TFP foi o que ele caracterizou como excessos na admiração de Plinio Corrêa de Oliveira, referenciado por membros da alta hierarquia da Igreja e tido por autores como Roberto de Mattei como “o cruzado do século XX”. Ex-membros e pessoas ligadas à antiga TFP recordam que Fedeli tinha um orgulho ferido quando se via diante da admiração do fundador.

Com uma tendência autoreferente sempre observada por companheiros, antes de romper com a associação Fedeli iniciou uma campanha interna contra o líder da TFP, a quem também acusou de favorecer um culto de veneração à sua mãe, dona Lucília Ribeiro dos Santos. (As acusações de Fedeli chegaram à mídia anticatólica, que intensificou a perseguição à TFP, único ativismo católico em crescimento e fiel à hierarquia. As acusações, porém, perderam força após respostas teológicas contundentes vindas de Roma e o apoio à TFP por parte de canonistas de renome, como o frei espanhol Antonio Royo Marin).

Quem está com a Igreja conciliar é inimigo

Nos fóruns de perguntas e respostas da Montfort, Fedeli condenava praticamente tudo o que surgiu na Igreja após o Concílio, abastecendo e alimentando o surgimento de movimentos tradicionalistas radicais, isto é, em choque com a hierarquia católica. Sendo ele egresso da TFP e sua esposa oriunda da Opus Dei, ambos consagraram a vida para atacar as duas instituições que, em meio às polêmicas do Concílio, permaneceram fiéis ao magistério e submissas à hierarquia da Igreja. Enquanto a TFP buscava manter-se unida à Igreja, mesmo sendo críticos do Concílio, a Montfort conduzia intensa campanha contra os que mantivessem essa conduta.

A acusação de gnose foi uma maneira engenhosa de acusar seus adversários, pois dependia em muito das explicações dadas por ele em seus livros e aulas. O gnosticismo é um conceito complexo, bem mais amplo que o fenômeno revolucionário.

Diante de seus seguidores, Fedeli era um grande defensor da Missa Tridentina, crítico da teologia progressista e inimigo do ecumenismo moderno e relativista, o que ele associava à gnose moderna. Na prática, porém, combatia todos os que se submetessem à hierarquia de posse da acusação fácil de gnosticismo.

Depois de Plinio Corrêa, manteve violento combate contra o filósofo Olavo de Carvalho, que despontava entre católicos e conservadores como figura de destaque, ameaçando o lugar pretensamente conquistado por Fedeli entre católicos. Contra Olavo, Fedeli chegou a infiltrar discípulos entre alunos do filósofo na tentativa de identificar e denunciar heresias, o que fez publicamente depois. Em resposta às suas práticas, Olavo de Carvalho o descreveu como um imitador malsucedido de Plinio Corrêa de Oliveira, que “desejava ser o dr. Plinio quando crescesse, mas, enfim, não cresceu”.

Na prática, como referiu-se Olavo de Carvalho, Fedeli tentou criar uma estranha paródia do trabalho de Plinio Corrêa de Oliveira – Revolução e Contra-Revolução, quem ele desejava a todo custo imitar e superar. De posse de sua “tese” imaginária “Gnose e contra-gnose”, acusou a todos, inclusive classificando o Concílio Vaticano II como uma “gnose mal disfarçada”, o que infundiu em inúmeros discípulos e até meros leitores, uma animosidade contra a Igreja que conduziu ao surgimento e radicalização do setor mais radical do tradicionalismo: o tradicionalismo cismático.

Alertas feitos por bispos

A atuação da Montfort foi por por diversas vezes condenada pela Igreja através da palavra de bispos respeitados e zelosos, como Dom Henrique Soares, Dom Orani Tempesta, entre outros. Dom Henrique publicou a seguinte mensagem no site de sua diocese:

“Cuidado com o site Montfort, pois está se afastando do sentir com a Igreja… É o caminho que leva à heresia e ao cisma. É bom evitá-lo! Repito: cuidado com o site Montfort: está fazendo mal; parece doce católico, mas é veneno! O site Montfort desautoriza o Papa Paulo VI e seus sucessores e, assim, põe-se em rota de colisão com a Igreja. Sugiro, portanto, aos meus caros Visitantes, muita prudência ao visitar o referido site, sabendo que estão entrando em contato com opiniões de um grupo que não está em plena sintonia com o sentimento da Igreja e de seus pastores, correndo, assim, o risco de afastarem-se da plena comunhão com a Igreja.”(Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Titular de Acúfica e Auxiliar de Aracaju)

Em uma outra mensagem, Dom Henrique salientou que:

“O pessoal do site Montfort quer tomar o lugar do Papa e do episcopado como últimos critérios de intérpretes da Tradição e da fé da Igreja. Terminarão fora da comunhão visível da Igreja, como os lefebvrianos…”

O arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, proibiu atuação de Fedeli quando era arcebispo de Belém do Pará. É o próprio Fedeli que narra em seu site.

O mesmo ocorreu com a Diocese de Anápolis, contra a qual os membros da Montfort promoveram ataque desrespeitoso ao bispo de então. “Os frequentadores do site da Montfort, […] dirigem insultos graves ao Bispo de Anápolis e difamam a sua pessoa, divulgando os fatos como se fossem verídicos”, publicou a diocese na ocasião.

Como podemos observar, os métodos da Montfort diferem radicalmente do ativismo católico tradicional de outrora, representado por exemplo pela antiga TFP, e aproximam-se bastante aos métodos atualmente praticados por grupos como o Centro Dom Bosco, que a pretexto da defesa da ortodoxia católica, atacam precisamente a hierarquia, insurgindo-se contra seus superiores de dioceses pelo país, recebendo inclusive admoestações públicas destes, como ocorreu recentemente contra o CDB através da Arquidiocese do Rio de Janeiro. No melhor estilo Fedeli de atuação, ao invés de uma resposta respeitosa digna de fiéis leigos frente à autoridade legítima, o Centro Dom Bosco rebateu com agressiva resposta, num claro tom de rebeldia institucional.

Não é por acaso que, em sua aula recentemente transmitida, o padre José Eduardo classificou o atual movimento neotradicionalista como praticantes de um “liberalismo canônico”. Mais do que isso: partem de uma premissa que eles mesmos condenam, a do protagonismo leigo que inverte a hierarquia em uma pretensa democracia que acusam o clero de praticar.

Como vemos, Fedeli dedicou a vida a um apostolado que pode ser chamado de “apostatado”, tendo como fruto uma verdadeira árvore podre de movimentos leigos que se insurgem contra a hierarquia, minando a autoridade e unidade da Igreja em nome de um suposto conhecimento sagrado ou exclusivista, tendência que mais aproxima-os do gnosticismo tão condenado por Fedeli do que o da verdadeira tradição da Santa Igreja, merecedora de obediência e submissão por direito divino e lei da Igreja.

Após anos de intensa perseguição a tudo o que se referia a Plinio Corrêa de Oliveira, Fedeli publicou o polêmico livro “No País das Maravilhas: a Gnose Burlesca da TFP e dos Arautos do Evangelho”, no ano de 2010, no qual acusava essas entidades de influências gnósticas e esotéricas. Tais acusações, que em geral repetiram as mesmas dos anos 80, jamais foram levadas a sério por autoridades eclesiásticas.

Fedeli faleceu 9 dias após a publicação do livro.

Após a morte dele, seus discípulos se voltaram contra a própria viúva do mestre, por ela ter participado de uma missa de Paulo VI junto ao cardeal Dom Odilo Scherer. Como vemos, o espírito da divisão permanece vivo nos frutos de seu fundador.

Autor

  • Cristian Derosa
    Cristian Derosa

    Jornalista e escritor, autor do livro O Sol Negro da Rússia: as raízes ocultistas do eurasianismo, além de outros 5 títulos sobre jornalismo e opinião pública. Editor e fundador do site do Instituto Estudos Nacionais

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