Números de abortos aumentam com a legalização, confirma levantamento com 18 países

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O livro Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades mostra levantamento feito nas estatísticas oficiais de 18 países que legalizaram o aborto e responde de forma definitiva: a legalização do aborto provoca aumentos dramáticos nos números de abortos provocados.

Amplitude do levantamento

Em todos eles o número de abortos subiu drasticamente e o aumento corrobora os objetivos das entidades que visam introduzir o aborto como método de redução do crescimento populacional como o Conselho Populacional e fundações como Ford, MacArthur e Packard.

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Os países analisados representam cerca 51% da população mundial: 3,6 bilhões de pessoas. Isso mostra a representatividade do levantamento em análise.

Região / PaísNúmero de abortos
 

País

População do país (em milhões)Número de abortos no 1 ano de aborto legalÚltimo valor disponívelPercentual de aumento desde a legalização
África do Sul55,91.60089.1265.570%
Alemanha82,6717.80099.237458%
Austrália21,61.14084.5007.412%
Canadá36,311.000100.000809%
China13703.910.1106.690.02771%
Escócia5,91.54412.063681%
Espanha46,1517.766108.690512%
EUA323170.000926.200445%
França66,933.454203.463508%
Grécia10,757.18417.632245%
Índia1300380.000701.41585%
México (DF)8,8510.134132.6091.209%
Nepal26,410.561323.0002.958%
Nova Zelândia52.70013.155387%
Paquistão210890.0002.250.000253%
Reino Unido65,527.200190.000599%
Suécia9,950038.0717.614%
Uruguai3,47.1719.71936%
População total 3.658,54  

Metodologia subdimensiona o aumento de abortos provocados

No capítulo “Panorama internacional sobre a questão do aborto” são detalhes de cada um dos países da lista acima. Por opção metodológica, para que o estudo não fosse passível de críticas de defensores do aborto legal, optou-se por comparar dados do primeiro ano de aborto legal com o último valor registrado. Além disso, em muitos casos ocorre subnotificação de abortos legais. Essas particularidades fazem com que o aumento verificado na tabela acima esteja, seguramente, subdimensionado. Se usada outra metodologia, ponderando valores acumulados por período, por exemplo, o aumento de abortos apurado seria ainda maior percentualmente.

Crescimento no número de abortos pode ser maior e não menor do que apurado:

  • Existe subnotificação de abortos legais: em muitos países com aborto legalizado existem provas e confissões, da própria indústria do aborto, dos governos, grupos pró-escolha e de institutos, admitindo que o número de abortos legais apurado anualmente é inferior ao que de fato ocorre, pelo problema da subnotificação de abortos legais.
  • Não foi considerado o valor acumulado de abortos: outro fator que indica que o estudo está sendo ‘moderado’ é o fato de que se comparou o primeiro ano de aborto legal com o último número registrado (ano mais recente da apuração em cada país). Ao analisar as estatísticas a fundo verifica-se que em muitos casos os países já passaram por picos no número de abortos legais.
  • Base de cálculo do primeiro ano é maior que da fase da ilegalidade: em todos os países analisados verificou-se um aumento gradual nos anos após a legalização, indicando tendência de crescimento desde a legalização. Quando se analisa a dinâmica do número de nascimentos, por exemplo, fica evidente que houve um crescimento substancial no número de abortos. Desde o primeiro ano de aborto legalizado, em muitos casos, o número de nascidos vivos já é menor que no ano anterior, indicando crescimento significativo desde o primeiro ano e comprovando que quando o aborto era crime a ocorrência era menor. Se fosse possível obter estimativas confiáveis de abortos clandestinos no período pré-legalização o percentual de aumento no número de abortos após a legalização seria bem superior.
  • Abortos clandestinos continuam acontecendo após a legalização: em diversos países da análise, os próprios grupos pró-aborto admitem que o número de abortos legais é apenas parte do problema e que persistem casos de abortos clandestinos. É o caso do Reino Unido, Nepal e África do Sul. Na África do Sul estima-se que o número de abortos legais corresponda a 50% do total de abortos ocorridos.
  • Percentual de gestações terminadas em aborto confirma dados: as conclusões desse levantamento são confirmadas pelo aumento no percentual de gestações terminando em aborto nestes países. Desde a legalização, o número de abortos passa a representar uma parcela cada vez maior das gestações totais do país, confirmando que a prática aumentou, e ainda, que as estimativas de abortos clandestinos usadas na época anterior à legalização eram fraudadas pela militância pró-aborto.

O estudo comprova que a legalização do aborto no Brasil provocaria um aumento na prática. Mostra também que os problemas de abortos forçados, que atingem em torno de 50% dos casos de aborto, passarão a afetar um número ainda maior de mulheres. O estudo também demonstra que a legalização do aborto é antes de tudo uma bandeira de indústrias bilionárias.

Este levantamento é parte de um conjunto de estudos publicados por 13 autores do Brasil e do exterior, em 640 páginas no livro Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades, que conta com centenas de referências bibliográficas para que deseja um conteúdo completo sobre esta pauta. O livro pode ser adquirido pelo site da editora Estudos Nacionais.


Nota – Atualização de 20.07.2018:

Para estatística dos EUA, consideramos a incidência de abortos do ano de 1970. Considera-se amplamente que a legalização ocorreu em 1973 devido ao famoso caso Roe versus Wade, contudo, nessa época legislações estaduais já haviam liberado o aborto em 20 estados americanos, sob diferentes regras, mas de forma bastante flexível. Muitas mulheres inclusive faziam viagens dentro do país para realizar abortos legais nos estados vizinhos, por isso houve um aumento grande no número de abortos legais entre 1970 e 1973. Se feita a comparação 1973 x último ano registrado, teríamos um aumento de apenas 25% mas isso seria completamente irreal, pois o número de abortos chegou a 1,6 milhão e ficou acima de 1 milhão por muitos anos. Reforçamos que nosso método simplificador, ao comparar apenas os números do primeiro e do último ano do aborto legal, atenua sobremaneira o aumento na incidência de abortos provocado pela legalização. Urge que se desenvolva um método mais complexo, que considere o aumento acumulado no número de abortos desde a legalização.


Mais informações sobre o tema em estudos sobre aborto.