Abortos de bebês com síndrome de Down onde aborto é liberado comprova mentira dos que dizem que legalização não aumenta número de abortos

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Foto: Thinkstock.
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       Causou espanto para alguns a notícia recente de que no Reino Unido aumenta o número de abortos em gestações com bebês com síndrome de Down (Nascimento de crianças com Síndrome de Down cai pela metade no Reino Unido, pois pais estão decidindo pelo aborto – Revista Crescer | Gravidez (globo.com)). Não deveria causar espanto pois é sabido que em todos os países em que o aborto é legalizado o nascimento de crianças com síndrome de Down é praticamente zero. Na Islândia é de zero! Islândia aborta 100% dos bebês diagnosticados com síndrome de Down (semprefamilia.com.br) Não há outro nome para classificar isso que não seja o de EUGENIA!! É a escolha de quem merece nascer ou viver baseado em critérios físicos e isso é mais um dos infinitos produtos negativos da legalização do aborto. Os defensores da descriminalização do aborto adoram repetir muitas mentiras facilmente retrucáveis como eu as mostrei na minha apresentação no STF em 2018 na ADPF 442 Dr. Raphael Câmara destrói argumentos pró-aborto no STF – YouTube , mas a principal das mentiras é a de que a legalização não aumenta o número de abortos. Segundo a ficção deles, inclusive, diminui. Então vamos nos aprofundar nesse tópico. Só alguém muito desonesto intelectualmente ou completamente ignorante no tema insiste nisso. É de senso comum que a criminalização impede diversas pessoas que têm receio de serem presas de cometer determinado ato, haja visa a verdadeira fixação que os progressistas têm em aumentar penas e criminalizar atos que eles consideram errados. Como exemplo recente, temos a criminalização da homofobia. O argumento deles é de que a mulher vai cometer o aborto independente de ser crime ou não. Este argumento é completamente destruído com o fato irrefutável de que em países onde o aborto é liberado praticamente não há nascimento de bebês com síndrome de Down. Esses bebês não seriam assassinados no ventre materno caso não fosse legalizado. Além disso, é óbvio que o medo de responder a um processo criminal impede muitas pessoas de cometerem esse ato criminoso. Não é só isso. Com a liberação do aborto, muitas pessoas passam a o utilizar como método contraceptivo, sabendo que caso engravidem, poderão facilmente ir ao hospital da esquina matarem seus bebês. E isso que eu digo é comprovado pelos números dos países que liberaram o aborto.

    Vamos a alguns exemplos. O Uruguai que descriminalizou recentemente o aborto mostrou um enorme aumento de abortos segundo dados oficiais do Ministério da Saúde local. Passou de 7171 em 2013 no ano da liberação para 9719 por ano em 2016 Aborto cresce 37% em seis anos de legalização no Uruguai – 19/06/2018 – UOL Notícias Na Espanha, ocorreu o mesmo após 2010 com a liberação. Nos três primeiros anos da legalização, a Espanha registrou um aumento no número absoluto de abortos legais em relação ao último ano da proibição. Em Portugal, nos primeiros anos da nova lei, o número de abortos legais aumentou. Em 2008, foram realizados 18.607 procedimentos, com pico de 20.480 em 2011. E assim é em todos os países que liberam o aborto. Seria interessante que a mídia progressista mostrasse um único exemplo de um país em que tenha havido diminuição de abortos após a liberação. E há um detalhe importante, os defensores da descriminalização do aborto inflam os números de abortos ilegais e de mortes maternas de forma estratosférica enquanto o aborto não é legalizado para impressionarem as pessoas de que está havendo um número excessivo de mortes e de abortos ilegais. E mesmo com esse número inicial inflado de abortos ilegais, continua havendo aumento de abortos após a legalização.

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              Ativistas a favor do aborto inventam que houve de 687 a 865 mil em 2013 de abortos baseado num estudo cheio de vieses. A mídia adota este estudo como uma verdade que não merece qualquer tipo de contestaçãoSe eu fosse realizar uma estimativa, baseado no número real de 186 mil internações por aborto anuais no Brasil, calcularia que cerca de 25% delas foram causadas por abortos ilegais e multiplicaria este número por 2 para incluir aquelas que não procuraram o hospital, o que daria cerca de 93 mil abortos ilegais por ano. Detalhe: nenhuma mulher presa por isso! Isso chutando por alto! A mesma tática existe para o número de mortes. O número real baseado em dados do Ministério da Saúde é sempre menor que 100 por ano para todos os tipos de abortos, inclusive os ilegais, mas os ativistas inflam para invenções de mortes anuais para números tais como: 1500, 11000, 50000 e até, pasmem, 70000 mortes por aborto por ano!! A mentira é uma estratégia conhecida de quem defende a descriminalização do aborto. Isso deu certo durante muito tempo já que os grupos contrários eram desorganizados e a mídia não os dava voz. Com as redes sociais e a chegada ao poder de um governo conservador a favor da vida, essa tática passou a sentir muitas dificuldades. As mentiras agora são mostradas. Lamentavelmente, na Argentina, essa tática teve êxito. Não deixaremos isso ocorrer no Brasil! O governo brasileiro foi eleito com uma pauta conservadora contra o aborto. Isso revolta os ativistas porque secaram os recursos para estudos de baixíssimo nível científico geralmente publicados em revistas de fraco fator de impacto que davam aos ativistas evidências péssimas a favor da descriminalização do aborto que eram utilizadas de forma efusiva pela mídia. A situação chega a beirar o ridículo quando uma portaria que regulamenta o aborto foi feita pelo atual Ministério da Saúde para prender os estupradores e liberar as mulheres vítimas de violência de seus algozes e foi criticada pela mídia e pelos ativistas do aborto que preferem deixar essas mulheres sendo estupradas para beneficiar um número mínimo de mulheres que mentem para fazerem o aborto. A portaria está em vigência desde agosto e não houve nenhum único caso documentado de ter dificultado a realização de um aborto com excludente de ilicitude  (não existe o termo aborto legal. Todo aborto é crime, mas os previstos em lei não são punidos) a quem tinha direito. O descaramento é tão grande que lutam para realizarem o aborto em casos previstos por lei sem limite de idade gestacional, podendo inclusive matarem um bebê no ventre materno até com nove meses na concepção dos ativistas. Uma perigosa linha vermelha foi ultrapassada no caso recente de um aborto realizado em Pernambuco que foi feito numa idade gestacional maior que a preconizada pelos manuais do Ministério da Saúde (feito na época do PT). Será que mesmo esses adoradores da cultura do aborto não se comovem nem um pouco em matar um bebê com nove meses após lhe injetar uma solução mortal em seu coração? Essa é outra pergunta inquietante: por que matar o bebê viável para sobreviver mesmo que se faça o aborto? Seria para não ter o símbolo do que é um aborto na UTI e com isso sensibilizar muitas pessoas a favor do aborto a talvez mudarem de lado? Jamais se terá justificativa para se matar um bebê em idade viável já que ele pode após o nascimento ser entregue para adoção. Do ponto de vista médico não há justificativa. Falo como obstetra que sou. Isso sem falar no juramento que todos os médicos têm de proferir antes da sua diplomação que é expresso no sentido de proibir o aborto.

       Mesmo com todas as forças contrárias, continuarei na luta que para mim é causa de vida de lutar contra o aborto mostrando as evidências científicas para desmascarar as mentiras. Assim foi na ADPF 442 no STF que, no meio de uma redoma de diversos médicos (triste), apoiando a descriminalização do aborto, eu fui o único a ir no sentido contrário numa plateia majoritariamente de defensores da descriminalização já que a ADPF foi requerida pelo PSOL; na época da ADI 5581 em que mostrei a loucura que seria liberar o aborto para mães supostamente infectadas pelo zika Testes para o zika são inconclusivos para aborto, diz Câmara (estudosnacionais.com) e em artigos de jornais em que mostro as falácias como nesse na Folha de São Paulo Ativismo pró-aborto: dados falsos e desinformação – 14/10/2019 – Opinião – Folha (uol.com.br). Que os defensores da vida estejam sempre atentos para não deixarmos aqui ocorrer o que houve na Argentina. O caminho de volta é quase impossível já que o lema deles é “sem retrocessos”. Triste um país em que defender a vida é considerado um retrocesso!