Em um artigo publicado neste domingo no Gatestone Institute, o cientista político americano-iraniano, Majid Rafizadeh, alerta para a urgência de uma guerra que pode começar a qualquer momento vinda do Irã. De acordo com Rafizadeh, o país arma milícias em todo o Oriente Médio, guia o Hezbollah no Líbano, os Houthis no Iêmen, as milícias no Iraque, e esconde sob a moldura da modernidade tecnológica, as velhas intenções revolucionárias do islamismo. Em seu artigo, ele afirma categoricamente: o Irã está preparando a próxima guerra.
O autor é professor em Harvard e veio do Irã para os EUA, onde é especialista em questões de Oriente Médio. De acordo com ele, o Irã é hoje uma das maiores ameaças ao mundo ocidental.
“[O regime iraniano] realiza assassinatos e ataques terroristas em todos os continentes, envia seus agentes para atacar judeus, cristãos, dissidentes e autoridades ocidentais”, escreve o professor.
O caráter revolucionário é tão evidente quanto facilmente ocultado por analistas internacionais ocidentais que buscam em relação ao jihadismo um misto de indiferença e tolerância. No entanto, além da ameaça da jihad, já preocupante o suficiente, o regime iraniano possui elementos revolucionários na base do seu poder.
“Os lemas revolucionários do regime não falam de coexistência nem de respeito mútuo; falam de dominação, eliminação de inimigos e construção de um império sob a bandeira do Líder Supremo. A Constituição da República Islâmica do Irã, na realidade, impõe a exportação da revolução”.
Não há paz com o Irã, alerta. “Para os aiatolás, a paz não é um objetivo divino, é uma ilusão temporária a ser manipulada, antes do próximo ataque”.
O professor iraniano alerta ainda que o Ocidente vem menosprezando o perigo do Irã ao acreditar que o objetivo do regime iraniano seria apenas a destruição de Israel (como se isso fosse pouco), ou ampliar militarmente ou politicamente o seu poder no âmbito do Golfo Persico. É muito mais do que isso. Ele alerta que, na mira do regime, estão Europa e Estados Unidos, além de todo o continente americano, enfim, todo o Ocidente.
A articulação dessa força islâmica com os eurasianos fica evidente, pois países como a China continuam comprando petróleo do Irã, enriquecendo e fortalecendo essa ameaça iminente.
“O presidente do país declarou abertamente que o programa de armas atômicas continuará em ritmo acelerado. O Irã se recusa a cooperar com inspetores internacionais, deixando o mundo incerto sobre o destino de grandes quantidades de urânio enriquecido que desapareceram misteriosamente das instalações declaradas. Ninguém sabe ao certo onde esse material está ou quão perto o regime está de obter uma forma bélica do material. Nos bastidores, Teerã continua fortalecendo as parcerias com estados perigosos e antiocidentais, China, Rússia e Coreia do Norte”.
Lições da cristandade medieval
A sociedade moderna convenceu-se do ideal da paz global devido à ideologia do pacifismo, que converte todo tipo de enfrentamento a ameaça como se fosse ilegítimo. Ou seja, quando as guerras pertenciam a uma categoria normal da política, quando a diplomacia falhava, os conflitos eram feitos apenas entre soldados. A revolução trouxe, porém, a eliminação de civis, cidades, à moda dos antigos bárbaros, o que levou os desejosos de um controle global a criarem a noção de uma necessidade de paz total acima de quaisquer valores. Isso deu ao ocidente um enfraquecimento moral e uma incapacidade de perceber ameaças óbvias.
Em um artigo publicado em agosto em nossa plataforma no Substack, o Instituto Estudos Nacionais recordou a percepção histórica sobre impossibilidade da paz com o islamismo. Não apenas isso: havia um dever de eliminação do islã para todos os cristãos, o que soaria absurdo em nossos dias. No entanto, o esquecimento disso está levando a quais efeitos? Por toda a parte, jihadistas estão atacando cristãos e a tendência é ampliar.
Recentemente, a inteligência francesa descobriu uma obsessão de destruição física do cristianismo na Europa, conforme reportamos. Disso resulta uma evidente agenda de destruição.
Em nosso artigo de agosto, recordamos os ensinamentos da cristandade medieval europeia, que enfrentou muitas vezes o islamismo e tirou disso lições valiosas.
Embora momentos de coexistência pacífica tenham existido naturalmente, a estabilidade de tratados de paz entre potências islâmicas e ocidentais mostrou-se frequentemente precária e condicionada a vantagens militares ou estratégicas. Por que? Leia o artigo na íntegra.




