Diante de casos de profanações ocorridas em igrejas na Itália, como a Igreja de São Nicolau de Bari, em Óstia, na própria diocese de Roma, exorcistas alertam para a inspiração satânica desses atos sacrílegos que crescem em diversos lugares. Considerados como “ato gravíssimo e repugnante de sacrilégio” por parte dos sacerdotes, o ato ocorrido em 25 de novembro foi condenado formalmente em um comunicado da Associação Internacional de Exorcistas.
Os atos, que vão “desde o roubo de hóstias consagradas até o sacrilégio atroz de um local de culto” foram repudiados em um comunicado publicado pela Associação no dia 29 de novembro. Os sacerdotes exorcistas denunciam que os fatos ocorridos nas últimas semanas mostram que “não há limite para os atos de blasfêmia, cada vez mais difundidos na Itália e no exterior: um plano que parece quase organizado e que, em todo caso, é inspirado pelo pai da mentira, inimigo de Deus e da humanidade”, dizia o comunicado.
Atos semelhantes vêm ocorrendo de maneira mais ousada nos últimos anos, como o exemplo do ocorrido recentemente no altar da Basílica de São Pedro em fevereiro e outro em outubro, ambos reparados em cerimônias litúrgicas.

O ato, perpetrado por pessoas desconhecidas, “invadiram a igreja, profanando-a com excrementos humanos espalhados por várias partes do edifício, incluindo o altar onde se celebra o Sacrifício Eucarístico”, denunciaram os padres. O repúdio foi repercutido e ecoado também por importantes prelados da Igreja, como o vigário geral da diocese de Roma, cardeal Baldassare Reina, e o bispo auxiliar, dom Renato Tarantelli Baccari, que “expressaram seu profundo pesar e sua firme condenação por este ato sacrílego, qualificando-o de violência espiritual contra a fé e os sentimentos religiosos dos fiéis”.
Os atos, que também são considerados criminosos pelo poder civil, estão sendo investigados junto de atos semelhantes ocorridos em outras localidades no mesmo período. Os exorcistas recordam ainda, em seu comunicado, que um texto sagrado foi queimado na igreja paroquial da Assunção da Virgem Maria, em Casale Monferrato (Alessandria), além de depositarem lixo no centro da nave central do templo.
Os exorcistas afirmam não ter dúvidas de que o ato tem relação com as festividades antireligiosas do Halloween, “um evento que, infelizmente, é perigosamente subestimado”, alertam os padres experimentados em fenômenos diabólicos e suas consequências sociais e psicológicas.
Os eventos aparecem rodeados de outros atos semelhantes, ligados um ao outro pelo desrespeito e ódio à Igreja, como quando um casal foi surpreendido pelo pároco em Turim consumando relações sexuais dentro da igreja, onde em seguida foi celebrada uma liturgia para reparação do sacrilégio.
Já no Mosteiro de Santa Margarida, em Bevagna, arquidiocese de Spoleto-Norcia, foram roubadas hóstias e cálices sagrados.
No mundo
De acordo com o alerta da Associação de Exorcistas, fatos como estes têm ocorrido também em outros países, com “profanação de um local sagrado, ou carregado de memórias religiosas, mesmo em plena luz do dia, com o objetivo explícito de causar o maior escândalo possível entre os fiéis”.
O comunicado citou como exemplo o festival Ex Tenebris Lux, realizado na França, “em uma igreja desconsagrada de Montpellier, também no último Halloween”, com o título de “Halloween Negro”: “Uma autêntica missa negra (o fervor ocultista não poupa imaginação)”, denunciam.
A associação, que reúne exorcistas de várias partes do mundo, disse que “este ato inaceitável de profanação lembra os atos imprudentes cometidos há pouco tempo, inclusive no Altar da Confissão da Basílica de São Pedro”, onde um homem subiu o altar com intuito premeditado da profanação.
Os exorcistas expressaram “sua mais sincera solidariedade e apoio em oração a todas as comunidades paroquiais e dioceses afetadas por esses acontecimentos”, recordando a necessidade de reparação desses atos.




