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A mentira da educação clássica e a verdadeira retórica

26/08/2025
em Regina Milites
Tempo de Leitura: 4 mins de leitura
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Os apóstolos da chamada educação clássica costumam receber muito mal as ressalvas de educadores católicos. É compreensível.

Esses dias vi um vídeo do professor Rafael Falcon, conhecido entusiasta da educação clássica, dizendo, em seu costumeiro tom irônico, que era “muito bom que eduquemos nossos filhos para serem santos”, mas, claro, para isso, dizia ele, precisamos primeiro sermos santos, o que está fora de qualquer dúvida. Mas nessa ideia, ainda em tom irônico, Falcon como que recordava um dos deveres mais óbvios à busca da santidade, que é o de não estar em pecado mortal. Sendo assim, argumentava ele, precisamos cumprir com nosso dever de estado, como pais de família, que é o de “educar bem os nossos filhos”. Ressalvadas as imprecisões e generalidades de um vídeo curto (ainda um corte de outro maior), pensemos a respeito do que ele quis dizer com essa mensagem e qual a verdade nela.

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Por “educar bem”, ele considera, evidentemente, dar a melhor formação clássica, aquela composta do Trivium, Quadrivium, etc, as Artes Liberais, que ele naturalmente advoga. É claro que ele tem certa razão, mas de maneira genérica, ainda que haja uma evidente falácia misturada às verdades aparentemente tão bem enunciadas. Pois fica a pergunta: quem não concede educação clássica aos filhos estaria, portanto, em pecado mortal? Sabemos que não é isso exatamente o que ele disse, tampouco repetiria isso em um eventual questionamento. Mas foi algo assim, é claro, o que ele tentou insinuar que se concluísse.

Falcón é apenas um exemplo. Há centenas desses espalhados pelas redes sociais do meio conservador herdeiro dos conselhos de Olavo de Carvalho, mas infelizmente indiferentes a certos alertas de ordem moral e mesmo intelectual.

Mas então precisamos saber logo o que é a educação clássica, pois nossa alma depende disso.

Acontece que, uma coisa é o que a educação clássica promete, outra é o que ela tem feito. Como já tivemos oportunidade de contar a história verdadeira disso, a educação clássica como a conhecemos começou, não com os gregos ou medievais ou com Santo Agostinho, como alguns argumentam, mas com os humanistas da Renascença (Quem tiver dúvidas quanto a isso, leia livros como O verme e o roedor, de Monsenhor J. Gaume).

Ora, o modelo educacional deles era parte de uma tentativa de substituir os símbolos religiosos do imaginário das gerações seguintes por símbolos do paganismo, o que naturalmente só poderia ser feito pelas conhecidas analogias. Se havia formas de “salvar” a cultura pagã (e de fato há) isso não justifica torna-la um modelo educacional para a tenra idade ou mesmo para adolescentes. Pois, como contamos em um de nossos cursos, a leitura dos clássicos gregos a crianças e adolescentes era expressamente vedada desde os primeiros cristãos, passando por toda a educação medieval. É claro que os humanistas viam nisso uma terrível censura.

O importante, dizem os humanistas de ontem e de hoje, é a “forma” do ensinamento, que estaria em profunda analogia com as verdades cristãs. Para eles, se você falar muito de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos santos, as crianças poderia gerar uma certa “antipatia”, então o negócio é mostrar por meio dos mitos religiosos pagãos — quem sabe para gerar antipatia ao paganismo? Não. Para mostrar que, no fundo, “as verdades cristãs estão impressas no homem”, mais ou menos como um “codigo genético” da cultura humana (assim, genericamente). É como se a criança fosse incapaz de receber o ensinamento cristão diretamente do Evangelho ou da vida dos santos, necessitando de uma “tradução” por meio do paganismo. Por trás disso há a crença, comum entre os humanistas e seus espiritualismos não católicos, de que o paganismo é uma linguagem “natural” que estaria mais presente na alma humana, diferente do cristianismo.

Então a educação clássica tornará meus filhos ateus?

É claro que necessariamente a cultura clássica não tem o poder de tornar crianças ateias diretamente. O ateísmo foi um resultado, sim, do humanismo, apesar de muitos deles já serem ateus. Mas há uma forma intermediária do ateísmo, assim como do espiritualismo idólatra e subjetivista da modernidade. Afinal, a educação clássica consegue facilmente perpetuar o tipo de catolicismo que mais vemos por aí, indiferentista, racionalista, pragmático, ou seja, tíbio e relativista. Isso não vai se manifestar nas crenças pessoais do indivíduo, naturalmente, mas no modo de vida, nas palavras, perpetuando exatamente o tom irônico, o cinismo pseudo-intelectual de quem sabe uma verdade mais profunda, maior e mais elevada por ter tido pais que estudaram o Trivium e a filosofia clássica para poder ensinar o filho a ler.

A cultura do belo humanista ensinam realmente a admirar a bela retórica, das artes diversas, das ciências, os belos discursos de mil referências culturais e intelectuais. Mas também ensinam as crianças a ver os santos e o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo como meras emanações de verdades eternas, expressas de mil formas culturais, no fundo meros objetos devocionais pessoais, subjetivos e privativos da “nossa religião”, “tão verdadeiros quanto outras formas tradicionais”.

Enfim, apesar da propaganda, a cultura clássica ensina as crianças a serem homens modernos em todo o seu potencial danoso e fragmetado. E isso, é claro, pode parecer grande coisa no atual estado em que estamos. Mas é pouquíssimo perto do que os santos foram e pregaram.

A alma da retórica

Por outro lado, o catolicismo autêntico e verdadeiramente tradicional ensina outra coisa. Se discursos e pregações geniais e belas são necessárias e frutuosas, a ausência da graça torna-as meras peças de vaidades exteriorizadas.

Jean-Baptiste Chautard, o abade autor do célebre livro A alma de todo apostolado, foi um importante conselheiro de papas como Leão XIII e São Pio X.

Plinio Corrêa de Oliveira comenta a obra do abade (grifos nossos).

“Dom Chautard estendia a teoria aos oradores sacros, às pessoas que fazem conferências e a outras que não atraíam ninguém, não empolgavam ninguém etc. Ele dizia: é vazio porque há a seguinte regra, ele dava a regra: o conjunto dos ouvintes é em geral de um grau inferior àquele que fala, de maneira que o pastor costuma ser de um grau superior às ovelhas. Então, a coisa é assim: a um vigário santo corresponde um público fervoroso; a um padre fervoroso, porém não santo, corresponde uma paróquia boa; a um padre bom, mas não fervoroso corresponde uma paróquia insuficiente; e a uma padre apenas em estado de graça e nada mais, corresponde uma paróquia em estado miserável.

Se é isso o que ocorre nas nossas paróquias atuais, em relação aos oradores e professores de educação clássica é menos perceptível pela grande articulação intelectual e disposição à demonstração de erudição. No entanto, nos leva a pensar.

Vejamos hoje a quantidade de gente que segue nas redes sociais, nem digo padres, mas meros influenciadores apenas aparentemente eruditos ou que dizem certas verdades inconvenientes publicamente. É claro que isso pode inspirar muita gente a seguir a verdade. Mas apenas de maneira superficial e inicial, não pela pouca profundidade da verdade dita, pois ela pode ser bem profunda e real. Mas o fato é que uma verdade simples e aparentemente até banal ou repetitiva do Evangelho e do Catecismo, dita por um padre santo, pode levar a grandes e profundos efeitos que conduzirão a frutos que ecoarão na eternidade.

Então não é o caso apenas de procurar bons oradores, tampouco de estudar oratória como quem estuda a arte de uma guerra exclusivamente retórica, mas aprofundar-se na intimidade e no relacionamento com Aquele Único que nos pode fazer tocar a Verdade, que se nos deu a inteligência não foi para confiarmos nela em si mesma, nem mesmo em submeter apenas por palavras à vontade divina, mas para por em prática na totalidade do nosso ser, não apenas no intelecto, mas na radicalidade expressa do Primeiro Mandamento.

Muita gente hoje foca no que é permitido, lícito, apressando-se em negar ou rejeitar todo tipo de regra aparentemente menor, vista como “burguesa”, numa premissa que na verdade encarna um espírito revolucionário e igualitário, mas principalmente indiferente a detalhes e fraco no amor a Deus. Os detalhes da vida cotidiana, do vestuário, dos modos e palavras, que a modernidade aprendeu a separar da verdade, como se fossem neutros, soam ao homem moderno como um exagero. Mas foi esse “exagero” que fez com que o próprio Deus desse todo o seu sangue por nós, num ato que obviamente seria desnecessário à onipotência divina. Então, se podemos fazer pouco, podemos. Mas o espírito verdadeiramente caridoso não aceita dar menos do que tudo.

Para o intelectual, o erudito, a única resposta para isso é a ironia, o cinismo ou o sarcasmo. Ou seja, a zombaria dos que nada podem acrescentar nessa matéria, pois a consideraram muito abaixo de suas personalidades intelectuais.

 

Autor

  • Cristian Derosa
    Cristian Derosa

    Jornalista e escritor, autor do livro O Sol Negro da Rússia: as raízes ocultistas do eurasianismo, além de outros 5 títulos sobre jornalismo e opinião pública. Editor e fundador do site do Instituto Estudos Nacionais

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