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Como católicos são enganados por panfletários do ocultismo disfarçado de “tradição”

14/07/2025
em Regina Milites
Tempo de Leitura: 4 mins de leitura
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(Trecho adaptado do livro Raízes ocultas da Nova Direita: velhas ideias que inspiraram o retorno de uma falsa tradição)

A infiltração de ideias ocultistas no meio conservador não é de hoje. Movimentos ditos tradicionalistas há muito tempo flertam com uma visão de tradição descolada da Igreja Católica, o que embora conte com todo tipo de condenação ao esoterismo, conduz inúmeros fiéis a uma forma velada de apostasia sob a forma de cisma ou sedevacantismo. Mas à parte desse processo, há na direita política o crescimento de uma vertente crítica à modernidade que vem parasitando todo tipo de resistência legítima ao mundo moderno. Profundamente descolados da tradição católica, esses autores professam uma defesa de uma falsa “tradição”.

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Um exemplo cristalino de infiltração do ocultismo sob a forma de defesa da tradição que tem sido difundido no meio conservador e até católico é a obra de Cesar Ranquetat Jr., um duguinista convicto que esteve entre os primeiros participantes de conferências com o russo Alexander Dugin no Brasil. O primeiro livro publicado intitula-se “Da direita moderna à direita tradicional” (Editora Danúbio). Seu objetivo nesse trabalho parece ser a distinção entre a direita liberal, democrática e moderna, e uma direita ligada às tradições. Mas que tradições?

Segundo Ranquetat Jr., o sentido de “direita tradicional” é praticamente qualquer coisa que fale em nome de alguma tradição, uma visão indiferentista típica do esoterismo. Por tradição, ele associa qualquer ligação humana com um genérico conceito de “sagrado”, o que o autor não hesita em circunscrever entre os mais celebrados ocultistas e nomes da mais baixa literatura esotérica típica do movimento New Age. Escrevendo a leitores conservadores brasileiros, Ranquetat cita abertamente autores gnósticos e esotéricos, mas começa pelo fascista e dadaísta italiano Julius Evola, nome celebrado entre adeptos das ideologias totalitárias e do espiritualismo anárquico.

Diz Ranquetat,

“A direita tradicional, conforme explica Julius Evola (2009), não pode ser confundida com as atuais ‘direitas econômicas e políticas’, de tonalidades liberais e conservadoras. A direita tradicional é, sobretudo, uma determinada orientação espiritual e uma concepção do homem, da sociedade e do mundo.”

Ou seja, o autor vincula Evola, um lunático que defendia o fim da Igreja Católica para o retorno do Império Romano pagão, como autor respeitável para conservadores. Ranquetat estabelece uma dualidade.

Na tarefa incansável de ludibriar o católico conservador desavisado, Ranquetat descreve um “simbolismo das polaridades”, tentando levar o direitista a ver simbolicamente o polo direito como superior moralmente e espiritualmente ao polo da esquerda. O intento parece louvável. O problema é que, para o leitor desatento, o autor está meramente se referindo aos termos direita e esquerda na política, cultura e religião de maneira supostamente tradicional. Mas o objetivo claro de Ranquetat resulta revelado pela escolha dos autores que tratam dessa polaridade.

Ele começa, portanto, da seguinte forma para aproximar o conservador médio de uma visão simbólica da sua vertente política.

Direita e esquerda foram primordialmente símbolos metafísicos e religiosos que, com o surgimento da modernidade, foram secularizados e politizados. Portanto, de símbolos espirituais tradicionais e universais, transmutaram-se em categorias políticas modernas.

Pois bem. Ele associa esse simbolismo das polaridades a algo anterior à modernidade, dando uma impressão de que o leitor está acessando verdadeiro conhecimento tradicional. Em seguida, porém, avança citando as suas referências geográficas e culturais que distanciam-se da tradição ocidental e cristã.

A palavra direita tem origem indo-européia, mais precisamente nasce do sânscrito. Já o termo esquerda tem uma origem desconhecida e sumamente problemática. O adjetivo daksina, presente na língua hindu, tem o sentido de “direito”, “que está à direita”, significando também moral, honesto, amável, cortês.

O que parece um mero estudo de resgate etimológico, porém, nos faz lembrar o bom e velho orientalismo do século XIX, que deu origem ao movimento New Age e desembarcou no Ocidente com sua vertente espiritualista caótica e alternativa. Não por acaso, ele conduz o leitor às tradições hindus, usadas como verdadeira “linguagem metafísica” por René Guénon.

Na tradição tibetana, de acordo com o texto esotérico dos Dzian, existem no mundo duas fontes de poder e autoridade, a fonte da mão direita e a fonte da mão esquerda. A fonte da mão direita localiza-se simbolicamente na mítica cidade de Agharta, cujo chefe e guardião é o lendário “Rei do Mundo”.

Essa passagem possui diversas camadas que o leitor de direita comum pode saltar e dar pouca importância, parecendo apenas uma explicação erudita. A citação de Dzian pode passar desapercebida aos que não conhecem a história básica do ocultismo ocidental: os Dzian foram trazidos e popularizados no Ocidente por ninguém menos que Helena Petrovina Blavatsky, guru ocultista russa criadora da Teosofia. O suposto e misterioso livro “As instâncias de Dzian” formam a base da obra A doutrina secreta, obra mais famosa de Blavatsky. Creio que para nossos leitores não seja necessário falar muito sobre esta senhora, popular criadora de praticamente todas as doutrinas espiritualistas da modernidade, incluindo o misticismo nazista, baseado na Ariosofia (versão germânica da teosofia) a antroposofia de Rudolf Steiner e tantos outros conceitos que dificilmente se poderia chamar de tradicional, mas, pelo contrário, alternativo e de um espiritualismo anárquico. Estão mais para as bases dos erros da modernidade do que resgate da tradição, exceto se estivermos falando da Tradição da Antiga Serpente. Então, resta a pergunta: que tipo de “direita tradicional” Ranquetat está se referindo? Há quem defenda ingenuamente, no meio conservador, a assimilação de erros da modernidade sob o método da ampliação quantitativa de conhecimento. Aí está o resultado.

Do que realmente ele está falando?

A julgar pelos autores citados por Ranquetat, o simbolismo das polaridades a que ele se refere não são meramente a direções do tempo (direita e esquerda) ou bases de um simbolismo político a ser resgatado em nome de uma compreensão mais profunda da natureza ou moralidade deles. O que pode facilmente seduzir o direitista médio em uma demonstração de intelectualismo é, na verdade, o próprio simbolismo esotérico clássico entre a “Via da Mão Direita” e a “Via da Mão Esquerda”: resumidamente, elas se referem a dois caminhos possíveis dentro do próprio esoterismo gnóstico: como sabemos, a gnose se baseia na crença de que o mundo material é mau e criado por um deus mau. Portanto, a via da mão direita resume a negação do mundo material por meio de uma ascese, enquanto o da mão esquerda impulsiona a sua destruição por meio dos excessos e da revolução sangrenta. É evidente que o primeiro não se refere à ascese católica ou tradicional, mas aquela dos mestres iluminados do espiritualismo sectário e maçônico. Ambos são caminhos da mesma gnose anticristã e, mais propriamente, anticatólica que forma a base tanto da Maçonaria e do esoterismo islâmico.

Outro ponto que merece um longo alerta aos católicos conservadores desatentos a esses pontos, é o conceito de “Rei do Mundo” e, mais ainda, o caráter satânico da obra de René Guénon, citado tanto por Ranquetat quanto é objeto de livro de Victor Bruno, René Guenon revelado, publicado pela mesma editora. Ambos se consagram como grandes divulgadores do ocultismo que se vale do desconhecimento dos católicos.

Ora, o Rei do Mundo, referido por Guénon, possui muitas similaridades com um conceito bastante conhecido da tradição católica. O livro René Guénon julgado pela Tradição, de Antonie Motreff (pseudônimo usado por um monge dominicano) nos indica claramente a que pertence essa entidade. Motreff, delineia a influência ocultista e mágica de Guénon a partir de sua ligação com ocultistas como Martinez de Pasqually, passando por St Martin, Stanislas de Guaita e Gérard Encausse, conhecido pelo pseudônimo Papus.

É fácil concluir que, embora Guénon parecesse buscar um aprofundamento do simbolismo na procura de uma restauração da ordem tradicional para o Ocidente, tal ordem não era a ordem católica, mas muito pelo contrário, a submissão do Ocidente a uma elite oriental luciferiana e a subjugação da Igreja Católica aos sacerdotes zoroastristas que têm como chefe o Rei do Mundo, um conceito ocultista resgatado por Guénon que guarda incríveis similaridades com um típico satanismo. O livro de Motreff é ainda mais literal ao citar um antigo escrito de Guénon sobre Satanás, escrito quando este tinha menos de vinte anos de idade. Importante ressaltar que Guénon já tinha o seu corpo doutrinário formatado aos vinte e três anos de idade. O que ele fez posteriormente foi publicar detalhes da sua doutrina pelos próximos quarenta e dois anos até a ocasião de sua morte.

O texto completo está no e-book lançado pelo Instituto Estudos Nacionais, que pode ser adquirido aqui.

Autor

  • Cristian Derosa
    Cristian Derosa

    Jornalista e escritor, autor do livro O Sol Negro da Rússia: as raízes ocultistas do eurasianismo, além de outros 5 títulos sobre jornalismo e opinião pública. Editor e fundador do site do Instituto Estudos Nacionais

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