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Em nome da “fraternidade entre religiões”, sheikh transmite missa proibida pela Igreja Católica

26/12/2025
em Artigos
Tempo de Leitura: 2 mins de leitura
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Apesar de falar em nome da “fraternidade entre as religiões”, o sheikh brasileiro Rodrigo Jalloul, autoridade islâmica no país, transmitiu missa de Natal do padre Julio Lancelotti, alvo de veto do Arcebispo de São Paulo Dom Odilo Scherer. A informação é do site anticatólico Metrópoles, cuja postagem da notícia em redes sociais levou a comentários elogiosos ao sheikh e hostis à autoridade da Igreja.

O ato representa o não reconhecimento da autoridade da religião católica por parte de líder muçulmano, ainda que se utilize a retórica do “diálogo”. Até o presente momento, não houve manifestação da hierarquia católica a respeito.

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A proibição decretada pelo Arcebispo, em dezembro, foi publicada após anos de difusão de erros e militâncias do padre Lancelotti, que se tornou ícone da esquerda nacional e do Partido dos Trabalhadores (PT) e apoiadores do governo Lula.

A decisão legítima de Dom Odilo como autoridade da Igreja dirigiu-se especificamente à transmissão on-line das celebrações do padre, mas foi imediatamente contornada quando militantes e apoiadores reuniram-se para a celebração presencial. Agora, é uma autoridade muçulmana do país que busca capitalizar o público do padre angariando apoio à religião de Maomé.

Padre Julio e o sheikh Rodrigo mantém uma atuação conjunta há alguns anos. Enquanto o sacerdote católico milita à esquerda progressista, conduzindo fieis à rebelião política e revolucionária supostamente em nome da “fraternidade”, o sheikh atua socialmente para agarrar os menos favorecidos conduzindo-os à religião islâmica, acompanhando no Brasil o processo de islamização que assola a Europa. No velho continente, o crescimento do islamismo já tem levado à perseguição aberta a cristãos.

Padre Julio já é conhecido pelo sincretismo que vai além da sua militância política. O sacerdote já participou de atos públicos com “líderes religiosos” que incluíam até mesmo uma bruxa (sacerdotisa neopagã).

O fato da transmissão por uma autoridade islâmica indica uma consequência gravíssima para a Igreja Católica, sob o risco de grande apostasia. De qualquer forma, por dever de obediência à autoridade da Igreja, os fiéis católicos estão obviamente proibidos de assistir a essa celebração, que na forma de transmissão virtual, constitui celebração ilícita. O sheikh, dessa forma, induz publicamente à desobediência da autoridade da religião católica aos fiéis, conduzindo a atitude de rebeldia e pecado contra a religião.

Apesar disso, segundo afirmou o sheikh islâmico, a transmissão ilícita não parece constituir ofensa ou ultraje à fé católica, mas “um ato de fraternidade, e irmandade entre as religiões”.

“É uma forma de demonstrar que não dá para calar a palavra de Deus” (sic), afirmou o líder islâmico ao site Metrópoles.

Islamização de base

Com esse ato de relações públicas, o sheikh poderá angariar apoio à causa islâmica, e quiça jihadista, da parte de pessoas em situação de rua, acessando uma população carente de autoridade e proteção. Trata-se de um marco para a islamização das sociedades ocidentais, processo que tem levado a Europa a grande calamidade espiritual, moral e social. Tal situação leva, invariavelmente, à perseguição de cristãos.

De olho no potencial de expansão da religião que mais persegue cristãos em todo o mundo, o sheikh e o padre vetado tomaram um café da manhã com cerca de 400 pessoas em situação de rua.

“Padre Júlio fica! Ninguém pode banir que a palavra de Deus seja propagada!” (sic), escreveu o sheikh na postagem na noite de Natal.

Paradoxalmente, o líder muçulmano disse ao Metrópoles que os conflitos internos da Igreja sejam resolvidos dentro das próprias instituições. Resta saber se a autoridade islâmica irá reconhecer as soluções.

“Não acredito que há uma justificativa para privar uma missa, a palavra de Deus, seja qualquer religião. Ainda mais de uma figura como o Padre Júlio, que tem um alcance imensurável em São Paulo, no Brasil e no mundo. Como um defensor da liberdade religiosa, acho que é uma forma de censura. Então, eu respeito Dom Odilo, mas eu acredito que nesse aspecto foi uma decisão equivocada”, disse o sheikh, confirmando a contradição que esconde o ódio à Igreja e ao cristianismo.

Se a missa de Natal não constitui um artigo de “fé islâmica”, qual o interesse da autoridade muçulmana em levar católicos á desobediência?

Qual será a reação de Dom Odilo ou da Santa Sé diante dessa grave ameaça à fé dos menores, provocando evidente escândalo e conduzindo à apostasia, desobediência ou, no mínimo, indisposição à autoridade legítima da Igreja Católica?

Autor

  • Cristian Derosa
    Cristian Derosa

    Jornalista e escritor, autor do livro O Sol Negro da Rússia: as raízes ocultistas do eurasianismo, além de outros 5 títulos sobre jornalismo e opinião pública. Editor e fundador do site do Instituto Estudos Nacionais

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