O frei Evaldo Gomes Xavier, OCarm, que foi afastado de algumas de suas atribuições em 2021 após a divulgação de fotos de teor homossexual em que o sacerdote aparecia, permanece, no entanto, desde então atuante no comissariado do Mosteiro São Bento, onde foi enviado pelo Cardeal Dom João Braz de Aviz quando era Prefeito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, conforme informações reveladas no livro Comissariado dos Arautos do Evangelho…, em escândalo acobertado pelo cardeal e relatado na reportagem Livro revela grave acobertamento de escândalo sexual por Dom Braz de Aviz.
As imagens comprometedoras, enviadas a membros da Associação Arautos do Evangelho quando o frei desempenhava função de Auxiliar do comissariado, foram entregues à época nas mãos da autoridade responsável, o Cardeal Dom Raymundo Damasceno, que as fez conhecer ao então Prefeito Dom Braz de Aviz, como relatado anteriormente. Este, como sabemos, afirmou que não iria tomar providências visto que o referido frei prestara “bons serviços”.
O livro denúncia publicado pelos Arautos do Evangelho afirma que “não consta informação de que o frei tenha sido removido de sua função de comissário no Mosteiro São Bento”. De fato, é possível encontrar, na internet, informações de que o frei continua se apresentando como abade do mosteiro que, entre 2016 e 2018, foi alvo de operações policiais para investigação de denúncias de abusos contra menores. Ironicamente, era justamente contra tais abusos que o referido frei fora enviado pelo Vaticano para comissariar o Mosteiro em São Paulo, onde permanece mesmo após revelação de fotos comprometedoras obtidas no próprio local em que fora incumbido de coibir abusos.
Em uma notícia publicada no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, datada de dezembro de 2024, consta o relato de uma missa celebrada pelo sacerdote, no qual é apresentado como “abade” do Mosteiro São Bento. Tratava-se de um evento promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, conforme registro abaixo:
Na abertura do evento, foi realizada uma missa em memória dos benfeitores do Mosteiro de São Bento, conduzida pelo abade do local, frei Evaldo Xavier Gomes, que é irmão do desembargador do TJMG Enéias Xavier Gomes, da 5ª Câmara Criminal.
A revelação do escândalo na época foi feita por sites católicos que acabaram sendo obrigados a retirar a matéria do ar (com as fotos), sob o argumento jurídico de que eram “montagem”. No entanto, tanto na época quanto agora em 2025, a perícia judicial confirmou a absoluta veracidade das imagens, conforme já mencionamos.
Importante ressaltar que no conjunto do material havia presença de uma criança em um contexto ambíguo. No entanto, nenhuma investigação foi iniciada no âmbito eclesiástico ou civil.




