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Este livro precisa ser lido como um manual de batalha. Escrito para ser praticado e não apenas conhecido, ele é uma verdadeira arma contra o espírito revolucionário de nosso tempo. O livro começa com a explicação do motivo pelo qual Maria é o alvo nem sempre tão secreto de Satanás por meio da Revolução, assim como a mulher em seu sentido genérico, através do feminismo. Portanto, começamos convencendo de que a escravidão a Maria, prática popularizada por São Luis Maria Grignion, sempre existiu entre os apóstolos mais radicais de Cristo. Sendo a melhor e mais eficaz maneira de estar unido a Cristo, a escravidão de amor à Nossa Senhora tem em nosso tempo um papel especialíssimo.
Em seguida, tratamos de compreender o caráter espiritual da Revolução como fenômeno psicológico e cultural, antes de ser político. Antes dele, o espírito revolucionário é uma revolta metafísica contra o próprio Deus, com objetivo de desfigurar a sua obra, a criação, assim como a Santa Igreja, hoje já desacreditada por muitos católicos desanimados com a sua atual situação. A crise na Igreja, no entanto, não tem outra razão: trata-se da mesma natureza da crucificação de Nosso Senhor, que deve ser repetida pela Igreja na sua santificação final.
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Um verdadeiro segredo
Sabemos que quando Cristo estava já morto na cruz, um soldado desferiu-lhe um golpe no lado com uma lança. A lança de Longinus é conhecida de todos e o seu fato se deu logo após a crucificação e morte de Nosso Senhor. Mas poderíamos nos perguntar: qual a razão por trás desse golpe em alguém que todos viam como já morto? Por que o soldado perderia tempo golpeando mortalmente um cadáver, já que era assim que Nosso Senhor se parecia aos olhos humanos daquele momento? A razão para isso explica muito do que vamos tratar neste livro.
Sabemos que esse golpe é considerado símbolo do surgimento da Igreja, já que do ferimento verteu sangue e água, símbolo do batismo. Da mesma forma, há uma ligação com a criação da Igreja como Esposa de Cristo, já que Eva foi criada da costela (portanto, do lado) de Adão. Mas há outro simbolismo forte ligando o sentido em que Eva foi chamada, no Gênesis, de a Mulher.
O golpe de lança foi desferido, não para atingir Cristo, que já estava morto, mas para dar mais um sofrimento à Sua Mãe Santíssima, que lá estava e assistia à crueldade. “A lança que abriu o lado de Cristo não atingiu sua alma, mas atingiu a alma da Virgem, que estava junto à cruz”, diz São Bernardo de Claraval.
Não haveria outra razão para este ato aparentemente inútil e cruel. No entanto, mais uma pergunta surge a partir disso. Qual a razão que um mero soldado romano teria para ofender a Mãe do Senhor? Aquele ato aparentemente humano revelava uma identidade, uma relação de inimizade perpétua. Não era Longinus que coordenava a sua ação, mas teve a mão guiada por outro agente, bem mais antigo e carregado por uma terrível maldição. “Porei inimizade entre ti e a Mulher, entre a tua descendência e a dela. Tu a ferirás no calcanhar e ela te esmagará a cabeça”.




