“Nosso viés é claramente de esquerda”, diz CEO do Twitter

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O viés esquerdista não influenciaria na política da empresa, segundo Dorsey, apesar de diversas acusações de censura nas redes sociais

Jack Dorsey, CEO do Twitter admitiu no último sábado: “nosso viés é claramente de esquerda”. Diante das acusações de discriminação contra sites e perfis conservadores, o presidente do Twitter admitiu que seus funcionários compartilham uma tendência de esquerda, o que explicaria a desigualdade das políticas. Em entrevista à CNN, Dorsey diz que o Twitter tem a responsabilidade de respeitar as visões diferentes, mas que precisa, de fato, de algum esforço para isso. “Precisamos mostrar constantemente que não estamos agindo sob influência de nosso próprio viés, o que eu admito que é mais para a esquerda”, disse.

O viés esquerdista não influenciaria na política da empresa, diz Dorsey, apesar de diversas acusações de censura nas redes sociais.

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Confrontado com as reclamações de blogs conservadores, Dorsey deu explicações por ter bloqueado a conta do colunista independente Alex Jones, após denúncias de que estaria incitando a violência. A plataforma decidiu depois não removê-lo do Twitter, recebendo apenas um bloqueio de uma semana, mas foi removido de outros sites como Youtube, Spotfy e Apple Music. Até mesmo o presidente Donald Trump saiu em defesa de Jones.

O comitê de Inteligência do Senado americano chamou Dorsey para testemunhar sobre a questão da influência da Rússia nas eleições e enfrenta possível intimação do Comitê de Energia e Comércio por alegações de discriminação contra conservadores em sua plataforma.

Facebook bloqueia e limita alcance de grupos conservadores

Não é só o Twitter que enfrenta questionamentos sobre possível viés de esquerda e discriminação de sites conservadores nos EUA e no mundo. O Facebook já admitiu, por meio de funcionários, que diminui propositalmente o alcance de páginas e perfis conservadores. Esta semana, o grupo conservador de vídeos educacionais PragerU percebeu uma considerável diminuição do alcance do seu conteúdo na rede social de Zuckerberg. O PragerU difundiu a captura de tela da página do Facebook para comprovar a sua percepção, não deixando dúvidas.

Diversas páginas foram bloqueadas sob a relativa acusação de “discurso de ódio”, enquanto milhares de páginas feministas e de esquerda pregam todo tipo de discriminação e reclusão de ideias e pessoas conservadoras, cristãs da política e dos debates públicos.