O caso ‘Rebeca’ e os problemas de saúde que mulheres sofrem após o aborto – #PelaFilhadeRebeca

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caso rebeca pede ao STF direito de abortar
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O caso Rebeca, da gestante que teve o pedido de abortar seu filho negado pelo STF, repete a estratégia padrão usada para legalizar o aborto em diversos países do mundo. As organizações se valem de uma situação desse tipo e do ativismo judiciário para contornar o poder legislativo. Funcionou nos EUA, no Canadá e em tantos outros lugares, consagrando-se como uma receita para legalização do aborto.

Dentro dessa receita está o apoio massivo dos grandes veículos de comunicação, que, já bastante descredibilizados, não têm mais pudores e não escondem que não passam de “folhetos feministas radicais”, ou, melhor dizendo, promotores de ideias globalistas muito bem financiados. No site da Marie Claire, integrante do grupo Globo, quem escreve é a própria Debora Diniz, conhecida militante da causa pró-aborto.

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Os argumentos apresentados pela “especialista” seriam cômicos, não fosse triste o fato de estarem sendo publicados em veículos de comunicação que atingem tantas pessoas. Debora Diniz tenta responder a pergunta: “Por que não dar a criança para adoção?”. A “especialista” argumenta que o que Rebeca carrega em seu útero são células transparentes que sequer são captadas pela imagem do ultrassom, e por isso não pode destinar as células para adoção. Argumenta também que as pessoas que estão criticando Rebeca não procuram as milhares de crianças na fila de adoção para pôr em prática seus conselhos.

Esquece-se de considerar, a nossa especialista, que no Brasil há mais casais na fila de adoção do que crianças esperando adoção. Também parece desconhecer completamente a evolução gestacional e a tecnologia de ultrassom, uma vez que na sétima semana de gravidez, o filho (ou filha) de Rebeca já tem um coração pulsando e mãozinhas, com os dedos dos pés e das mãos em fase final de desenvolvimento, estando apenas ligados por uma membrana. Ele se move constantemente, pula como uma criança e não tem nada de transparente: é perfeitamente visível no exame de ultrassom. Hoje, dia 3 de dezembro, provavelmente seu filho já entrou na 8ª semana e já tem o nítido aspecto humano, com os dedos do pé e da mão formados e os primeiros movimentos voluntários de seus membros.  Por fim, talvez seja importante avisar Débora Diniz que as adoções são feitas após o nascimento das crianças, pois ela parece desconhecer também essa parte do processo.

Se Débora Diniz “desconhece” questões tão básicas sobre o desenvolvimento humano, também não deve estar ciente das pesquisas de Shahbazi et al (2016), que demonstraram  a autonomia do embrião ainda antes mesmo da nidação (implantação) – ou seja, desde o primeiro dia após a concepção. Ou ainda, as mais recentes descobertas da fetologia e da embriologia, como a pesquisa de Belle et al (2017), que mostrou que embriões sentem dor já na 7ª semana de gestação.

A principal alegação para o pedido de autorização ao aborto, no caso Rebeca, é o sofrimento psicológico por que Rebeca estaria passando. Ela alega que sua situação é complicada: tem um salário baixo, possui outros dois filhos (com vida extrauterina) e está fazendo faculdade, com bolsa integral do Prouni. Assim, com o nascimento do terceiro filho, ela teria que trancar a faculdade e “sofreria muito”.

Vamos desconsiderar o fato de que é um completo absurdo colocar perspectivas de crescimento profissional acima da vida de um ser humano e analisar somente seu bem-estar e sofrimento psicológico.

Sofrimento psicológico

A psiquiatra e pesquisadora Martha Shuping trabalha há mais de 30 anos com mulheres que se arrependeram de ter feito um aborto e sofrem terríveis dramas psicológicos (MacNair, 2013). Ela verificou que a maioria dessas mulheres foi iludida pela venda do aborto como uma solução fácil para suas vidas, e que essa decisão trouxe terrível sofrimento psicológico para muitas delas. Uma delas, pedindo ajuda psicológica no consultório, declarou:

Três anos após meu segundo aborto eu comecei a ter pesadelos em que me via em um cemitério com pedaços de bebês e segurando um bebê em meus braços, chorando pelos bebês que eu perdi. Eu estava… segurando um bebê e tentando fazer ele voltar a viver.

Sobre a pesquisa de Roe et al. (2004), a psiquiatra comenta ainda que 46% das mulheres americanas que fizeram um aborto no passado sofrem com flashbacks. As imagens das cenas do aborto voltam à mente dessas mulheres na forma de terríveis pensamentos intrusivos. No outro lado do mundo, na Bielorrússia, outra pesquisa mostrou que os flashbacks ocorrem mesmo em uma sociedade onde a população é predominantemente ateia e não havia, na época da pesquisa, qualquer movimentação ou manifestações de grupos pró-vida, mostrando que o trauma, os flashbacks e os pesadelos não acontecem por conta de uma cultura que defenda a vida. Nesse pequeno país que fica na divisa com a Rússia, 76% das mulheres pesquisadas relataram vivenciar flashbacks relacionados à experiência do aborto.

revista estudos nacionaisA pesquisa verificou também que, após o aborto, 25% das mulheres alegaram sentir dificuldade de ficarem próximas a bebês (Rue et al., 2004). Uma mulher chegou a pedir demissão do emprego quando viu que sua colega de trabalho estava grávida e sua barriga começava a crescer.

Algumas relataram sofrer flashbacks terríveis da experiência do aborto para realizar um simples exame ginecológico, levando-as a passarem anos sem fazer exames para evitá-los (Burke e Reardon, 2002).

Será que Rebeca está ciente dessas consequências?

O livro Complications, de Gentles, Lanfranchi e Ring-Cassidy, mostra que os problemas psicológicos gerados pelo aborto provocam um significativo aumento na probabilidade da mulher cometer suicídio. Isso é apontado por diversas pesquisas científicas.

Mas se informações de pesquisas e de uma psiquiatra com trinta anos de experiência no tratamento de mulheres traumatizadas pelo aborto não são capazes de convencer mentes extremamente obstinadas, podemos nos valer de casos próximos da nossa realidade.

A cantora paraibana Zezé Luz, hoje com 50 anos de idade, conta em detalhes o drama e o sofrimento psicológico real que passou a sofrer após realizar um aborto, quando tinha 19 anos (matéria completa no site Sempre Família).

Elba Ramalho também fez um aborto e se arrependeu profundamente. A artista mostra como a sua história foi semelhante a casos como o de Rebeca. Disse Elba Ramalho:

Quando fiz o aborto, era jovem e não tinha informação, achava que era livre e podia tudo. Devagar fui tomando consciência do que tinha feito, do que era o aborto. Considero a mesma coisa que matar uma pessoa.

A entrevista com Elba Ramalho, disponível no site Hora de Santa Catarina, deixa uma importante mensagem sobre a questão do aborto:

Falta amor no mundo. Considero um infanticídio legalizado o que está acontecendo na humanidade, uma cultura de morte que está sendo disseminada. Quando comecei a pesquisar sobre o assunto, descobri que por trás do aborto existe uma grande indústria que financia isso, e as pessoas precisam saber.

Risco associados ao aborto: saúde física

Talvez Rebeca também não esteja ciente dos riscos para a saúde física a que pretende se expor ao fazer um aborto, que tirará a vida de seu filho. São diversos os estudos que mostram que mulheres se tornam inférteis durante um “aborto seguro”, feito em clínicas especializadas onde o aborto é legal. Em gestações futuras, haverá um risco aumentado de nascimento prematuro ou de nascimento do bebê abaixo do peso (menos de 2.500 gramas), ou seja, mãe e filho ficam expostos a uma série de riscos de saúde.

O risco de câncer de mama também aumentará significativamente para Rebeca, se ela seguir em frente e abortar seu filho.

O caso de Zezé Luz comprova como são elevados os riscos para a saúde da mulher. Para a realização do aborto, Zezé teve de passar por uma curetagem. Anos mais tarde, porém, ela descobriu que o procedimento, realizado em um hospital, havia provocado uma perfuração no endométrio.

A indústria e o falso direito das mulheres

Por fim, Rebeca também precisa perceber que está sendo usada por uma indústria que move bilhões de dólares, e que se o aborto for legalizado no Brasil o número de abortos crescerá continuamente por muitos anos, constituindo um verdadeiro holocausto de bebês em formação, degradando a sociedade brasileira moralmente e provocando um verdadeiro problema de saúde pública.

Para os militantes profissionais do direito ao aborto não há nenhuma preocupação com o direito das mulheres. Trata-se de uma bandeira falsa. Em muitos países onde há aborto legal, a legalização do aborto retirou o direito de milhares de mulheres: muitas serão forçadas a abortar por seus patrões, companheiros, amigos e familiares, depois de estabelecida a cultura do aborto no Brasil.

Leia o artigo: Abortos forçados: a maior chaga do movimento pró-escolha

Em todos os países onde o aborto é legal ocorrem abortos de meninas pelo simples fato de serem mulheres. Na Índia e na China, o número de fetos do sexo feminino sendo abortados é assustador. Esse é o verdadeiro feminicídio, que as ONGs feministas nunca condenam. Milhares de casais optam pelo aborto, já que ele é legal e de fácil acesso, quando ficam sabendo que esperam uma menina, para tentar engravidar mais uma vez, na expectativa de que consigam conceber um menino. O bebê de Rebeca já tem sexo definido, desde a concepção. Será que ela não está grávida de uma menina? Será que Receba tem consciência do que está participando?

 


Referências:

Belle et. al (2017). Tridimensional Visualization and Analysis of Early Human Development. Disponível em http://www.cell.com/cell/fulltext/S0092-8674(17)30287-8

Gentles, Lanfranchi e Ring-Cassidy (2013). Complications: Abortion’s Impact on Women. The deVeber Institute for Bioethics and Social Research.

Keith L. Moore (2008). Embriologia Básica. 7ª edição. São Paulo: Saunders.

Reardon, D. C., Coleman, P. K., & Cougle, J. (2004) Substance use associated with prior history of abortion and unintended birth:  A national cross sectional cohort study. American Journal of Drug and Alcohol Abuse, 26, 369-383.

Rue, V.M., Coleman, P.K., Rue, J.J. & Reardon, D.C. (2004). Induced abortion and traumatic stress: a preliminary comparison of American and Russian women. Medical Science Monitor, 10(10), SR5-16.

Rachel M. MacNair (2013). Peace Psychology Perspectives on Abortion.

Speckhard, A., & Mufel, N. (2003). Universal responses to abortion?  Attachment, trauma, and grief responses in women following abortion. Journal of Prenatal &Perinatal Psychology & Health Volume,18e(1), 3-37.

 

 

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