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Em uma insólita checagem do depoimento da CPI desta terça-feira, a agência Aos Fatos afirmou que as 22 mortes do experimento feito em Manaus, em 2020, não podem ser creditados às doses acima do normal dada pelos pesquisadores. Segundo a agência, “as mortes registradas no estudo citado por Pinheiro não têm relação comprovada com as doses de cloroquina administradas”. A paradoxal afirmação da agência provocou piadas nas redes sociais, já que a agência costuma combater o medicamento em seu uso mesmo com orientação médica.

Em outro trecho da mesma checagem, a agência afirma que o medicamento pode ser letal se usado normalmente.

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“Estudos conduzidos desde o ano passado mostraram que, além de não trazer nenhum tipo de benefício na redução do agravamento ou da mortalidade pela infecção, a hidroxicloroquina pode, inclusive, aumentar a mortalidade de pacientes”.

Uma internauta comentou com ironia a checagem da agência:

Vocês entenderam, pessoal? Cloroquina MATA sempre que você tomar dose normal, recomendada por um médico tentando salvar sua vida. Mas ela não mata se for usada em altíssimas doses em um estudo tentando mostrar que ela mata.

Tentando desacreditar o medicamento, a agência acabou defendendo uma segurança muito acima do normal para qualquer medicamento.