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O senador Eduardo Girão fez questionamentos sobre o conflito de interesse e do lobby da indústria farmacêutica contra medicamentos de tratamento precoce para favorecer aprovação de vacinas no Brasil. A secretária Mayra Pinheiro, em depoimento da CPI, confirmou a influência e o poder do interesse comercial na aprovação de vacinas e no boicote midiático contra medicamentos do tratamento precoce.

O senador perguntou à secretária Mayra Pinheiro, do Ministério da Saúde:

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É verdade que o FDA americano e ministérios da saúde de diversos países só podem autorizar o uso emergencial de uma vacina ou medicamento enquanto não existir tratamento aprovado para aquela doença, e que isso certamente contribui para uma grande resistência a medicamentos baratos – e aí tem o lobby da indústria farmacêutica que não é brincadeira! Que atua no mundo inteiro em grandes corporações – e que já perderam suas patentes esses medicamentos baratos que constituem-se fortes concorrentes pelo seu excelente custo, efetividade e segurança, comprovadas há décadas?

A secretária respondeu:

Para que a gente possa obter bula dos medicamentos que estamos usando de forma reposicionada, ivermectina, hidroxicloroquina etc, nós precisamos que a indústria farmacêutica demande estudos. Esses estudos são muito caros. Cada um deles, que chamamos de estudo pivotal, está na ordem de 19 milhões de dólares e precisa que sejam feitos dois estudos. Então o senhor imagina que um medicamento sem patente, que custam 10 centavos um comprimido, dificilmente a gente vai ter uma indústria farmacêutica que queira submeter esses medicamentos a estudos que levam até quatro anos para conseguirmos dar entrada em um pedido de bula.

É muito mais interessante para a indústria farmacêutica ela utilizar medicamentos que o frasco ou ampola custa 17 mil reais. Ou um imunobiológico que o frasco custa 24 mil reais. Então essa disparidade ela existe e é muito franca e clara em todos os países do mundo.

O senador Girão mencionou o caso do experimento que matou 11 pessoas em Manaus após uma dose tóxica de cloroquina, versão menos segura da hidroxicloroquina, que teria contribuído para a demonização do medicamento no país e no mundo. O estudo fez parte de uma meta análise que foi publicada na prestigiada revista Nature, mas foi criticado por especialistas por ter utilizado doses tóxicas e em pacientes hospitalizados. Além disso, o senador denuncia que o estudo foi feito propositalmente com pacientes com maior risco cardíaco.

Ainda assim, o referido estudo não conseguiu concluir que as mortes foram por causa da droga. A secretária concordou com as informações, mas acrescentou ainda um outro estudo que fez parte dessa meta análise publicada pela revista Nature.

A secretária Mayra Pinheiro respondeu:

“A despeito da excelência da revista, quando nós olhamos lá atrás a declaração de conflito de interesse, nós encontramos os autores dessa publicação, declarando que são bolsistas de duas empresas farmacêuticas que produzem vacinas: a Pfizer e a Astrazeneca. Então temos todos os vieses metodológicos que o senhor já citou, a colocação na meta análise deste trabalho, de um artigo que já foi refutado pelas mortes que provocou, então existe uma série de detalhes metodológicos que fazem com que esse artigo, a despeito de termos uma revista de excelência, ele não possa ser utilizado como um artigo criterioso para as nossas citações e para a nossa referência.

O senador Girão lembrou de estudos randomizados que demonstraram a eficácia da hidroxicloroquina e do seu sucesso no uso na Cidade do México. Considerando esse nível de evidências, o senador perguntou a opinião da secretária sobre os mais de 14 mil médicos do Brasil e outros tantos no exterior que afirmam os bons resultados do tratamento precoce, principalmente no grupo de risco, o que tem diminuído as mortes e internações para muito abaixo da previsão da doença, que seria de 15% de casos graves.

A secretária respondeu:

“Creio que esses médicos estão cumprindo o que foi descrito na Declaração de Helsinque: diante de um cenário de guerra, e é o que estamos vivendo com a Covid, nós temos que nos utilizar de todos os meios para que a gente possa evitar a morte e a complicação dos nossos pacientes. Nesse cenário nós temos que lançar mão de todas as terapias que garantam os princípios bioéticos da beneficência, da não maleficência, da justiça e é isso o que esses profissionais vêm fazendo de forma aguerrida e merecem o nosso respeito.