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A Rússia e a Venezuela estão fazendo exercícios militares na fronteira com o Braisl, informou o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, durante sua participação na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, quando foi indagado pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS). O questionamento do parlamentar baseou-se em reportagem veiculada no site Defesa Net, no início do mês de maio.

A informação foi dada em um momento de tensão que envolve a suspeita de espionagem em Brasília. Após a confirmação de que maletas de grampo localizadas em Brasília poderiam interceptar ligações do Governo Bolsonaro, fontes de inteligência teriam sido alertadas de que militares russos estavam operando junto da Guarda Nacional da Venezuela na fronteira do Brasil.

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Sistema de sinais eletrônicos, de interceptação e comunicações foram instaladas em Santa Elena do Uairen, cidade que faz fronteira com Pacaraima (RR), afirma o site Defesanet.” “Os sistemas podem quebrar a criptografia, grampear e interferir (jamming) em comunicações do Exército Brasileiro e das aeronaves militares que voam na região”, diz o texto.

O mesmo site diz que “segundo um diplomata estrangeiro acreditado em Brasília, os russos pertencem ao GRU, que significa Inteligência Militar, que opera no Exterior, ou simplesmente serviço de inteligência das Forças Armadas russas. Alguns deles estiveram envolvidos nas operações ilegais que culminaram na anexação da Crimeia e nas guerras no leste da Ucrânia e na Síria. O GRU é o principal braço do Kremlin em ações de Guerra Híbrida”

Especula-se entre fontes diplomáticas e de inteligência brasileira que o apagão ocorrido no Amapá em 2020 tenha sido consequência de ataques hackers venezuelanos. Também o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) passou por problemas similares, quando toda sua base de dados criptografada foi interceptada por um ataque cibernético de origem russa.

Ao ser questionado a respeito dos exercícios militares entre Rússia e Venezuela na fronteira brasileira, Braga Netto respondeu:

“Vou passar algumas informações para o senhor. O exercício na fronteira realmente ocorreu. As forças armadas têm monitorado todo tipo de exercício. A nossa cibernética tem condição de contrapor, mas isso é uma constante atualização. O que eu posso dizer é que realmente aconteceu, mas que eu tenha conhecimento, não houve nenhuma invasão de fronteira, tudo ocorreu do outro lado da fronteira. Toda vez que é mobilizado, nós acompanhamos e monitoramos todo tipo de exercício. Agora, ataque ao lado de cá, não houve nada que tenha chegado ao nosso conhecimento”.

Até o momento o Ministério de Relações Exteriores, Exército ou Gabinete do Presidente se manifestaram a respeito do assunto, seja do exercício militar que se deu na fronteira com o Brasil, ou das maletas de grampo localizadas em embaixadas internacionais sediadas em Brasília.