Pazuello destaca cláusulas abusivas da Pfizer em primeiras propostas ao Brasil

Segundo matéria de jornal indiano, Pfizer teria pressionado governos de Brasil e Argentina para forçar compra de vacinas

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O ex-ministro Eduardo Pazuello destacou, em depoimento na CPI da Covid-19, as cláusulas abusivas que a gigante farmacêutica Pfizer propôs ao governo brasileiro, motivo pelo qual teria havido demora nas negociações. Uso de ativos soberanos no exterior, isenção de responsabilidade por efeitos adversos das vacinas, compra de seguros no exterior para garantir indenizações, entre outras propostas que o governo considerou abusivas.

Segundo o ex-ministro, a farmacêutica ofereceu 70 milhões de doses prometendo entregar apenas 1,5 milhões de doses em dezembro de 2020, mas “deixando bem claro na proposta que dependeria do desenvolvimento da vacina, da aprovação do FDA e da Anvisa e que ela não se responsabilizaria em cumprir prazos em contrato”, destacou Pazuello.

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As declarações de Pazuello confirmam conteúdo de denúncia feita em jornal indiano, em fevereiro de 2021, noticiada por Estudos Nacionais.

O site indiano Wion noticiou, no dia 24 de fevereiro, a tentativa da gigante farmacêutica Pfizer de intimidar os governos da Argentina e do Brasil a partir de exigências abusivas. Além da isenção de responsabilidade por efeitos adversos de suas vacinas experimentais contra Covid-19, a Pfizer exigiu recursos soberanos, como a abertura de uma conta no exterior como garantia de que o Brasil poderia pagar por indenizações de danos à população, afirmou o site.

Médicos, biólogos e advogados no mundo inteiro questionam as vacinas que utilizam tecnologia de mRNA. A bióloga Giovanna Lara afirma que Pfizer, Moderna e AstraZeneca não produziram vacinas, mas um “produto de engenharia genética”.

Acompanhe a CPI no vídeo abaixo.