“Hoje, 29 países tem protocolo com uso de cloroquina”, lembra Pazuello em CPI

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Em depoimento de CPI, o ex-ministro Eduardo Pazuello lembrou que a hidroxicloroquina tem protocolos em 29 países, incluindo Cuba, China, Coréia do Sul, Índia, México, República Tcheca, Venezuela, entre outros, e que o medicamento era usado off label por médicos de todo o Brasil. Ele lembrou a orientação da hidroxicloroquina foi feita na epidemia de zika vírus e recomendado até mesmo para grávidas.

O dado apresentado por Pazuello é verdadeiro. Conforme enquete feita com mais de 6 mil médicos em 30 países, confirma a popularidade do uso da hidroxicloroquina contra Covid-19.

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“Não precisamos botar um monte de fantasmas em cima deste assunto, ele é simples. O Brasil usa cloroquina há 70 anos”, lembrou o ministro.

“O assunto não é tão difícil de entender, que o médico olhe para a cloroquina ou hidroxicloroquina, e qualquer outro medicamento que esteja sendo usado no mundo e diga, ‘olha, acho que isso tem q ser observado, vale tentar como off label, fora da bula”, disse o ex-ministro.

O ex-ministro explicou que orientou médicos a não usarem a hidroxicloroquina na fase final da doença, porque ela não funciona, mas seguiu o Conselho Federal de Medicina, que garantia a liberdade de prescrição do médico.

Pazuello teve que explicar aos senadores que o Brasil compra a hidroxicloroquina há décadas e não poderia ficar sem medicamentos, o que explica a compra pelo governo. O relator Renan Calheiros, após a resposta, interrompeu dizendo se tratar de uma resposta “objetiva demorada” e que o ministor não teria respondido sobre o uso do dinheiro público para a compra de “medicamento sem eficácia”. O ex-ministro teve de explicar novamente a questão.