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O diretor executivo da farmacêutica Pfizer, Albert Bourla, admitiu em entrevista à NBC que Israel está sendo usado como “laboratório do mundo” para testar a vacina e “estudar os índices de economia e saúde”. A entrevista foi concedida no dia 26 de fevereiro deste ano e, em vários momentos, o executivo confirmou o caráter experimental do “imunizante”.

Bourla comemorou o fato da Pfizer ter licenciado a vacina para jovens a partir dos 16 anos e ter iniciados os testes para crianças entre 11 e 16 anos. “Espero que possamos ter os dados em alguns meses. Também estamos planejando iniciar estudos para crianças dos 5 aos 11 anos”, disse o executivo.

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Uma semana antes do executivo conceder a entrevista e dois meses após o início da vacinação em massa, o site israelense ynet.co.il noticiava um aumento nos casos de pessoas contaminadas pelo vírus chinês das quais 76% tinham menos de 39 anos. Segundo o site www.unz.com, Israel havia registrado, até aquela semana, um aumento de 1300% nos casos de Covid-19 em recém-nascidos.

“Eu acredito que Israel se tornou o laboratório do mundo agora porque eles estão usando apenas nossa vacina […] e eles vacinaram uma grande parte de sua população, então podemos estudar os índices de economia e saúde”, afirmou Bourla.

Apesar das evidências de que vacinados podem transmitir o vírus chinês para outras pessoas, Bourla se limitou a dizer que os dados ainda estavam sendo apurados a partir do experimento de Israel para futura análise. “É algo que precisa ser confirmado e os dados […] que estamos recebendo de Israel e outros estudos nos ajudarão a entender isso melhor”, disse o executivo.

Quando questionado sobre o tempo de permanência da proteção contra o vírus após a segunda dose da vacina, Bourla confessou não ter dados suficientes para determinar esse tempo. Segundo o executivo, os dados mostram que “a proteção é robusta” nos seis primeiros meses após a vacinação, mas é preciso esperar um ano para saber se a vacina vai proteger por um ano inteiro ou se será preciso mais uma dose de reforço.

Nesta semana, a morte de uma gestante de 35 anos após vacinação da Astra Zeneca levou a Anvisa a pedir a suspensão da vacinação para gestantes. Em SC, todas as vacinas foram suspensas para esse público.

Barrado em Israel

Em 7 de março, uma semana após a entrevista de Bourla à NBC, o executivo foi impedido de entrar em Israel por não ter sido vacinado. Na ocasião, o governo de Israel havia implantando um sistema de monitoramento via pulseira eletrônica para cidadãos que entrassem no país como alternativa à cumprir 15 dias de quarentena obrigatória em um “hotel corona”.

Em sua defesa, Bourla disse que não havia sido vacinado porque não queria “furar a fila”. Mas a visita do executivo a Israel foi vista e criticada como um ato de campanha eleitoral em favor da reeleição do primeiro ministro, Benjamin Netanyahu.

Benjamin Netanyahu foi reeleito como primeiro ministro em 23 de março de 2021 e no dia 19 de abril anunciou um acordo para comprar milhões de doses do “imunizante” da Pfizer até 2022.

Crime contra a humanidade

Em março deste ano, os advogados Ruth Makness e Aryeh Sokolovsky, da Organização Mundial pela Vida (OMV), em Israel, protocolaram uma denúncia no Tribunal Penal Internacional de Haia para suspender a vacinação da Pfizer em Israel, considerada como um experimento médico imposto à população.

Segundo a denúncia, o governo de Israel está violando o Código de Nuremberg por graves pressões ilegais e constrangimento por parte do governo, de ministros e entidades principalmente contra cidadãos. O Código de Nuremberg é um código de ética médica baseado nas leis que julgaram experiências médicas durante a Segunda Guerra Mundial.

No mesmo dia em que os advogados protocolaram a denúncia, o governo de Israel iniciou a terceira fase do desconfinamento no país e passou a permitir a reabertura do comércio, museus, bibliotecas, bares e restaurantes. Mas nem todas as pessoas ganharam o direito de frequentar os espaços reabertos, apenas àquelas que ostentavam o “passaporte verde”, uma espécie de crachá usado por quem havia sido vacinado ou estava recuperado da doença.

Experimento e tragédia na África

Em 1996, a farmacêutica Pfizer ofereceu um novo antibiótico chamado Trovan para combater a epidemia de meningite na Nigéria. A farmacêutica usou a população para testar o medicamento sem informar que, na verdade, tratava-se de um experimento médico. Como resultado, 11 crianças morreram e dezenas ficaram incapacitadas.

Somente em 2011 as famílias que perderam suas crianças tiveram uma vitória na justiça, fazendo com que a farmacêutica pagasse a primeira parte da indenização, no valor de US$ 175 mil para quatro das 11 famílias.