Quadrinho brasileiro anticomunista ultrapassa 15 mil leitores nos EUA

Com cenário distópico e comunista, Destro faz sucesso pela semelhança com vida real

0
Anúncio:

O herói dos quadrinhos brasileiros, Destro, de autoria do quadrinista e editor Luciano Cunha (criador do Doutrinador), ultrapassou a marca dos 15 mil leitores nos Estados Unidos, onde é conhecido como The Hammer of Freedom (O Martelo da Liberdade). O sucesso do personagem brasileiro em terras americanas é mais um claro sinal do anseio dos leitores por histórias ambientadas na realidade e no atual conflito entre tirania e liberdade observado no mundo.

A marca de 15 mil leitores foi destacada por Luciano em seu perfil do Facebook, neste sábado, que pode ser observado pelo site da editora norte-americana Arkhaven, parceira da brasileira Super Prumo, selo criado por Luciano Cunha. No site da Arkhaven é possível ter acesso e ler, em inglês, uma parte das histórias de Destro, que já estão na terceira tiragem no Brasil.

Anúncio:

Luciano Cunha conta que o personagem está há apenas 10 dias na plataforma da editora americana e desde o início vem liderando em número de acessos. De acordo com Luciano, nem mesmo os editores da Arkhaven esperavam tamanho sucesso. “Eles adoraram a história e o personagem, mas não imaginavam que tivesse toda essa aceitação”. Luciano já imaginava esse sucesso.

“No meu íntimo, eu tinha certeza que ia fazer muito sucesso, porque é a cara do que os EUA está passando hoje. Tem até uma menção ao Donald Trump, que eu acho que é o presidente por direito, porque a gente sabe que essa eleição foi uma farsa”, disse Luciano.

O sucesso de Destro nos EUA já está abrindo portas para o personagem em outros países, como no Leste Europeu. Um agente da Eslovênia, país que sofreu os horrores do comunismo, já contatou Luciano para levar o personagem para o seu país e mais a Hungria, Polônia, Ucrânia e República Tcheca, países que compunham a União Soviética.

“Essa história [do Destro] é muito americana, essa luta pela liberdade, a luta do pequeno, tipo David e Golias, as big techs…”, disse em áudio por whatsapp.

Luciano também credita o sucesso do personagem e da história ao contexto que se encontra os quadrinhos americanos, em um momento de profunda decepção com histórias clássicas sendo arrastadas para agendas políticas.

“O mercado de quadrinhos americano passa por uma crise grave de identidade, de criatividade, por causa da lacração excessiva da Marvel e da DC, empurrando uma agenda progressista goela abaixo dos leitores. Então esse sucesso também se deve a isso. As pessoas estão procurando novas alternativas, novas histórias, outros quadrinhos. Foi tipo a fome com a vontade de comer”, brincou Luciano.

“As pessoas procurando quadrinhos sem lacração e encontram o Destro, que é uma história que é muito boa e também tem uma arte muito boa. É a isso que se deve esse sucesso. Estar no lugar certo e na hora certa”.

Luciano Cunha é mais conhecido como criador do Doutrinador, personagem inspirado no cenário de ultra-corrupção petista, em 2013, que levou milhares de brasileiros às ruas. O Doutrinador ganhou um filme para o cinema e uma série de TV, além de estar entrando em outros países, como França, Itália, Japão, Coréia do Sul e EUA. O personagem também está na plataforma da Arkhaven e já conta com mais de 2 mil acessos. Uma história do Doutrinador baseada no contexto da pandemia está para ser lançada através de financiamento coletivo lançado pela Super Prumo, que foi destaque de Estudos Nacionais recentemente.

Trechos da história O Vírus Vermelho, podem ser conferidos no link do financiamento, bem como as formas de colaboração com o lançamento da história que conta a trama de chineses envolvidos na disseminação de um vírus mortal. As semelhanças com a realidade, além de não serem mera coincidência, são os elementos que garantem o sucesso e o retorno de um público sedento por boas histórias.