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O ex-ministro Nelson Teich, em depoimento na CPI da Covid, nesta semana, questionou a eficácia das vacinas atuais, apontando países em que a vacinação foi alta e, no entanto, apresentaram aumento de casos, o que segundo ele põe em xeque as soluções imaginadas para a pandemia e coloca dúvidas sobre o que realmente está fazendo diferença em meio às medidas adotadas amplamente pelo mundo. Ele citou o Chile, considerado modelo de vacinação no continente, mas que recentemente teve forte alta de casos e óbitos.

“Eu tenho acompanhado a evolução de vacinação no mundo”, disse o ex-ministro. “A Bloomberg tem uma página onde ela bota em um gráfico a evolução da vacinação e a evolução de casos novos… Seychelles (país da África Oriental), agora, que é um lugar que mais vacinou no mundo, está tendo que fazer bloqueio. Você pega Maldivas, quando mais vacina mais casos tem. Você pega o Chile, não teve sucesso”, disse Teich.

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“Quando você pega, por exemplo, Reino Unido e Estados Unidos, quando você vê a queda da curva, eles tinham vacinado um percentual muito baixo da população. Então a pergunta hoje é: o que é que realmente faz diferença?”, questionou o ex-ministro.

Teich respondia à indagação de senadores sobre agilidade do Ministério na compra de “imunizantes” produzidos em tempo recorde e que começaram a ser testados na população mundial a partir do início do ano, após aprovações em caráter emergencial dos produtos ainda experimentais. Nelson Teich foi o segundo depoente da CPI da Covid, que começou com o ministro Luiz Henrique Mandetta e ouviu, nesta semana, o ministro atual Marcelo Queiroga.

Nesta quinta-feira, o relator da CPI, Renan Calheiros, irritou-se e tentou induzir o atual ministro a dar opinião sobre adoção de medicamento antes de laudo técnico, o que provocou revolta de senadores. Calheiros é pai de Renan Filho, governador de Alagoas e busca responsabilizar o Presidente da República por mortes da pandemia.

Assista abaixo o depoimento de Nelson Teich na íntegra