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Com apenas 17 anos, Elisa Flemer foi aprovada em 5º lugar no curso de Engenharia Civil da Universidade São Paulo (USP) e ganhou bolsa de estudos da StartSe University, sediada nos EUA, após ser impedida de cursar na USP por ter estudado em casa, dentro da prática do homeschooling. A educação domiciliar é permitida em diversos países, mas ainda não conta com uma lei no Brasil, o que mantém milhares de famílias na clandestinidade por ensinarem os próprios filhos.

“Entramos com um novo pedido na Justiça tanto para a matrícula no ensino superior como para a possibilidade da Elisa fazer a prova do Encceja no mês de agosto”, disse Rita de Cássia Oliveira mãe de Elisa. O Encceja é um exame aplicado pelo governo federal que oferece a jovens e adultos que não concluíram seus estudos a oportunidade de conseguir o certificado do ensino fundamental ou do ensino médio, no entanto, para fazer a prova, o estudante precisa ter mais de 18 anos.

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No Brasil, o ensino domiciliar ainda não é regulamentado, punindo famílias e estudantes que buscam caminho alternativo à Escola Pública, pois é exigido certificado de conclusão do Ensino Médio e histórico escolar para ingressar em universidades. Nos EUA, onde a prática é aceita, Elisa se inscreveu em quatro universidades e aguarda ser chamada.

Felizmente, o caso de Elisa Flemer chegou até a StartSe e a homeschooler ganhou bolsa integral para participar do xBA – Exponential Business Admnistration para a Imersão StartSe no Vale do Silício, com tudo pago.

Segundo informou o portal G1, a promotora Maria do Carmo Purcini considerou a jovem portadora do espectro autista e com excepcional desempenho.