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Seguindo diretrizes encaminhadas por comitê criado para elaborar protocolos de tratamento contra covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve rejeitar o uso de cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento contra covid, segundo informação veiculada pela Folha de São Paulo. O medicamento vem sendo usado com sucesso por médicos por todo o país e foi uma aposta do governo desde o início, apesar da pressão de jornais e entidades médicas ligadas à indústria farmacêutica.

O comitê em questão, comandado pelo professor da USP, Carlos Carvalho, encaminhará ao ministério da Saúde a inclusão de corticoides e anticoagulantes para tratamento em ambiente hospitalar. Segundo informações, dentro do ministério argumenta-se que o Governo não conseguiria implementar o uso de cloroquina e hidroxicloroquina nem se quisesse, pois na bula do medicamento não há menções a respeito de seu uso contra infecções virais.

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Defendido por cientistas e pelo presidente Jair Bolsonaro, a hidroxicloroquina chegou a ser recomendada publicamente e também através de aplicativos e sites do Ministério da Saúde. O tratamento precoce com esses medicamentos, também o estímulo temporário dado pelo presidente ao seu uso, será tema prioritário da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, cujo relator é o senador, também réu no STF, Renan Calheiros (MDB-AL).

Com baixo custo, o medicamento foi criticado por entidades ligadas à indústria desde o início da pandemia. Em 2020, Estudos Nacionais publicou a denúncia de que médicos críticos à hidroxicloroquina recebiam mais verbas da gigante farmacêutica francesa Gilead Sciences, fabricante do concorrente Remdesivir.