EUA: Virgínia abolirá matemática avançada em escolas; alega que a disciplina é discriminatória

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THOMAS SAMSON/Getty Images
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Nos Estados Unidos, o Departamento de Educação do Estado da Virgínia quer eliminar a matemática avançada do currículo escolar. A decisão vai afetar alunos da 11ª série para trás; a razão da nova política é que a disciplina de matemática é discriminatória e sua eliminação entra para o conceito de “equidade”, que deve ser buscada a todo custo.

O anúncio foi feito na sexta-feira passada (23) pelo Membro do Conselho Escolar do Condado de Loudoun, Ian Serotkin, informou o jornal americano Washington Examiner.

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“Conforme planejado atualmente, esta iniciativa eliminará toda a aceleração matemática antes do 11º ano”, escreveu Serotkin. “Isso não é um exagero, nem parece haver qualquer critério na forma como os distritos locais implementarão isso.”

Charles Pyle, porta-voz do Departamento de Educação, esclareceu que “temos alunos que fazem Álgebra I no ensino médio e depois passam pelos cursos de Geometria, Álgebra II e matemática avançada no ensino médio.”

Jennifer Allard, especialista em matemática do ensino médio nas Escolas Públicas do Condado de Fairfax, defendeu a mudança de grades ao dizer que “muitas crianças podem e estão obtendo sucesso nas estruturas que existem em nossas escolas. No entanto, devemos considerar mudanças para apoiar a melhoria das oportunidades de aprendizagem para todos os alunos. Muitos de nossos alunos não têm acesso à matemática de que precisam, tanto em suas vidas pessoais quanto na vida profissional adulta. A questão da desigualdade na educação matemática torna essencial para nós iniciarmos discussões sérias entre uma variedade de partes interessadas para atingir o ponto crítico necessário para catalisar a mudança na matemática escolar.”

Segundo Pyle, a mudança será colocada em prática no ano escolar de 2025-2026.

Recentemente o estado da Califórnia anunciou mudanças semelhantes na cruzada contra a matemática. O Departamento de Educação elaborou um documento que tem a missão de combater o “racismo inerente” na disciplina matemática. Para os elaboradores do projeto, uma das características que faz da matemática uma ciência racista é que se busca encontrar a “resposta correta” aos problemas apresentados.

“A cultura da supremacia branca se infiltra nas salas de aula de matemática pelas ações cotidianas dos professores”, afirma o documento. “Juntamente com as crenças que fundamentam essas ações, eles perpetuam os danos educacionais em alunos negros, latinos e multilíngues, negando-lhes acesso total ao mundo da matemática.”

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