Mais de 40% defendem liberdade religiosa na pandemia, diz pesquisa

Mulheres e mais jovens lideram grupo contrário ao direito de livre expressão religiosa na pandemia

0
Anúncio:

De acordo com uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, 41% da população apoiam a liberdade religiosa durante a pandemia, sendo contrária à proibição de missas e cultos, enquanto 55% apoia a restrição. O instituto fez a seguinte pergunta: “O(A) Sr(a) concorda ou discorda que as igrejas devem ficar fechadas para ajudar a conter a Covid-19?” a 2.176 pessoas, por telefone, em 26 estados brasileiros.

Os mais idosos são maioria no grupo que defende o direito à prática religiosa. Por outro lado, os mais jovens e as mulheres lideram o grupo dos que negam que as pessoas possam se reunir em igrejas durante a pandemia. Neste grupo, apenas 32% dos entrevistados, entre 16 e 24 anos, defendem a liberdade religiosa, junto das mulheres, que representaram 37%.

Anúncio:

A pesquisa fez a sondagem de opinião em uma amostragem de 2.176 pessoas, por telefone, em 26 estados. O instituto apresentou a amostra dividida apenas em faixa etária, sexo, escolaridade e nível econômico.

A respeito da metodologia utilizada, o instituto informou em sua página que “o trabalho de levantamento dos dados foi feito através de entrevistas pessoais telefônicas com habitantes com 16 anos ou mais em 26 Estados e Distrito Federal e em 204 municípios brasileiros durante os dias 12 a 16 de abril de 2021, sendo auditadas simultaneamente à sua realização, 20,0% das entrevistas”.

Limitações e dúvidas da pesquisa

A pergunta feita aos entrevistados conduz respostas na direção do combate à pandemia, tema amplamente retratado nos jornais como de obrigatório engajamento social e exigência de responsabilidade coletiva. Sendo assim, ao ser questionado se “concorda ou discorda que as igrejas devem ficar fechadas para ajudar a conter a Covid-19?” o entrevistado está sendo colocado na responsabilidade de “ajudar a conter” uma doença que se alastra pelo mundo.

Quanto aos dados apresentados, chama a atenção a ausência de informação sobre a religião a que o entrevistado pertence ou se pratica alguma, o que evidentemente pode influenciar de diversas formas, tanto no sentido de defender a própria prática quanto no sentido da indiferença quanto à prática de demais pessoas.