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O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC/EUA) registrou oito casos de anafilaxia (reações alérgicas graves) em pessoas que haviam sido inoculadas com a vacina produzida pela Pfizer e BioNtech. Cientistas acreditam que o principal ingrediente da vacina é o culpado pelas reações. Trata-se do polietilenoglicol (PEG), um polímero sintético e não degradável derivado do petróleo.

A anafilaxia é uma reação potencialmente fatal que pode causar erupções cutâneas, queda da pressão arterial, falta de ar e batimento cardíaco acelerado. Segundo especialistas, as reações anafiláticas podem ocorrer com qualquer vacina, mas costumam ser extremamente raras, cerca de uma para um milhão de doses aplicadas. O aumento de casos surpreendeu a entidade e justificou o alerta.

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Nos Estados Unidos foram registrados 6 casos de anafilaxia entre 272.001 pessoas (1 para 45 mil) que haviam recebido o imunizante da Pfizer/BioNtech, representando número maior do que o que se espera para qualquer vacina (1 para 1 milhão). No Reino Unido, a vacinação começou no dia 8 de dezembro de 2020 e já no dia seguinte, as autoridades sanitárias confirmaram 2 casos graves de reações alérgicas.

O “imunizante” da Pfizer/BioNtech utiliza a tecnologia de nanopartículas lipídicas (LNPs) revestidas com polietilenoglicol para transportar o RNA (produzido sinteticamente) até as células do corpo humano. O RNA é um ácido nucleico que atua na regulação, codificação e decodificação dos genes.

O CDC americano recomenda que pessoas que sofreram reações anafiláticas após a vacinação contra a Covid-19 não devem receber doses adicionais da vacina e pessoas com alergia a algum componente da vacina não devem ser inoculadas. Ainda segundo o CDC, de 14 a 18 de dezembro de 2020 mais de 5 mil pessoas sofreram com fortes reações depois de vacinadas nos Estados Unidos.

Vacina ou engenharia genética?

Após as notificações dos casos, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID) convocou as farmacêuticas, a Food and Drugs Administration (FDA), cientistas e médicos independentes para discutir as reações alérgicas.

“Isso é novo”, disse a pesquisadora de hipersensibilidade a medicamentos do Vanderbilt University Medical Center, Elizabeth Phillips. Como as vacinas de mRNA (RNA mensageiro) da Pfizer e Moderna usam uma nova plataforma, as reações exigem um escrutínio cuidadoso, explicou a pesquisadora que participou de uma reunião do NIAID em 16 de dezembro.

Phillips é coautora de um estudo que mostra a relação de pacientes que sofreram uma reação anafilática grave com o uso de medicamentos que continham o polietilenoglicol. Outros cientistas não estão convencidos dessa relação e acreditam que a causa das reações seja um mecanismo mais convencional. “Há muito exagero quando se trata do risco dos PEGs”. disse Moein Moghimi, pesquisador de nanomedicina da Universidade de Newcastle.

De acordo com a bióloga brasileira, Giovanna Lara – que é mestre em engenharia biomédica e phD em nanotecnologia aplicada à medicina – as vacinas que utilizam o RNA mensageiro (mRNA), como a da AstraZeneca, Moderna e da Pfizer, não podem ser consideradas vacinas, mas engenharia genética propriamente dita.

Em dezembro de 2020, um médico do Boston Medical Center disse ter sofrido “uma das piores reações alérgicas que já experimentou” depois de ser inoculado com a vacina da Moderna. “Eu sinto que se eu não tivesse minha EpiPen (antialérgico) comigo, eu estaria entubado agora, porque foi muito grave”, disse o doutor Hossein Sadrzadeh.

Recentemente, o virologista e especialista em vacinas, Geert Vander Bossche, fez um alerta global sobre as vacinações em massa. “Uma intervenção humana sem precedentes, como esta da pandemia da Covid-19, está prestes a gerar uma catástrofe global nunca antes vista”, alertou Bossche.