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Um estudo realizado pela Universidade de Tel Aviv, publicado na última sexta-feira (09/04), apontou que pessoas vacinadas contra a covid-19 podem ter até oito vezes mais chances de contrair a variante sul-africana do que as que não foram vacinadas.

O estudo indica que 0,7% das pessoas não vacinadas contraíram a variante, enquanto 5,4% entre as vacinadas contraíram. A pesquisa comparou 400 pessoas positivadas para covid duas ou mais semanas após terem recebido a vacina da Pfizer. “Encontramos uma taxa desproporcionalmente maior da variante sul-africana entre as pessoas vacinadas com uma segunda dose, em comparação com o grupo não vacinado”, afirmou Adi Stern, da Universidade de Tel Aviv.

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O cientista ainda destaca, “isso significa que a variante sul-africana é capaz, até certo, de romper a proteção da vacina”. O estudo reforça argumentos a respeito da baixa eficácia das vacinas contra a covid-19 e, agora, também contra novas cepas. Além disto, existe a possibilidade, especulada por pesquisadores, de que as vacinas debilitem o sistema imune.

O estudo foi conduzido pela Universidade de Tel Aviv juntamente com a Clalit Health Services, o maior provedor de saúde de Israel. Informações de Times of Israel  e Agência Reuters  e Pharma Network. O artigo científico descrevendo o estudo poder ser lido no medRxiv nesse link.

O resultado deste estudo vai no mesmo sentido do alerta internacional feito à OMS pelo virologista belga Geert Vanden Bossche, de que as vacinações em massa em meio a uma pandemia poderiam atingir gravemente o sistema imunológico da população, além de criar novas variantes mais perigosas do vírus.