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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, rejeitou nesta segunda-feira (5) a concessão de uma liminar para suspender o decreto do governo de São Paulo que proíbe celebrações religiosas no Estado enquanto vigoram medidas para conter a covid-19.

A decisão contraria o entendimento do ministro Nunes Marques que, neste sábado (3), decidiu em caráter liminar que governadores e prefeitos não podem proibir celebrações de atos religiosos se preservados os protocolos sanitários. Existindo divergência entre as decisões de Mendes e Nunes, caberá ao plenário do Supremo decidir se é permitido ou não a fiéis frequentarem missas ou cultos religiosos.

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Em tom autoritário, Gilmar Mendes afirmou: “Quer me parecer que apenas uma postura negacionista autorizaria resposta em sentido afirmativo. Uma ideologia que nega a pandemia que ora assola o país, e que nega um conjunto de precedentes lavrados por este Tribunal durante a crise sanitária que se coloca”.

Gilmar Mendes foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002, e entre suas decisões escandalosas está a decisão monocrática que proibiu autoridades públicas de investigar o jornalista Glenn Greenwald, envolvido no recebimento e publicação de mensagens roubadas de autoridades públicas da Operação Lava Jato por ataque hacker de dispositivos eletrônicos.