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A Agência Lupa atribui a Estudos Nacionais uma frase e uma interpretação inexistente na matéria com o fim de classificar como fake news. Agências que se autointitulam “verificadoras de fatos” possuem parceria com redes sociais para censurar informações por meio da limitação do alcance e rotulação de endereços como fake news para perseguir jornalistas.

A matéria de Estudos Nacionais pertence à cobertura feita sobre suspeitas de óbitos e reações adversas em vacinas, a partir de notificações da própria Anvisa. O título da matéria dizia: “Anvisa registra 26 novos óbitos por vacinas nas últimas 24 horas”.

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A Lupa disse ter checado a matéria e publicou o texto intitulado: “#Verificamos: É falso que Anvisa registrou 26 mortes por vacinas contra Covid-19 ‘nas últimas 24 horas'”

Afirmando ter “checado” as informações, a Lupa afirmou que a informação é “falsa”, mas não explica qual informação estaria falsa na matéria. A Lupa restringiu-se a atacar a própria interpretação que a agência deu à matéria, a de que a informação traria a conclusão de que as mortes e reações adversas estariam confirmadas como causadas por vacinas, o que o site Estudos Nacionais jamais afirmou na matéria analisada ou em qualquer outra.

No entanto, a Lupa foi mais longe. Na ausência de afirmação que comprovasse a própria interpretação, os “verificadores” parecem ter tentado forjá-la.

Leia o trecho abaixo:

A informação analisada pela Lupa é falsa. Os dados do texto foram extraídos do Painel de Notificações de Farmacovigilância da Anvisa, uma ferramenta criada para reunir relatos de eventos adversos de vacinas e medicamentos. Os registros, que são apenas suspeitas, podem ser enviados por profissionais de saúde, empresas ou consumidores por outro sistema, o VigiMed. Depois disso, ainda precisam passar por uma investigação, que vai analisar outros elementos para entender o que causou os problemas reportados. Por esse motivo, não podem ser considerados como “prova de mortes causadas pelas vacinas contra Covid-19”, como fez a publicação do site Estudos Nacionais. Segundo a Anvisa, não foi registrada nenhuma morte associada a essas vacinas até o momento. (grifos nossos)

Analisando o trecho acima, iniciamos com a afirmação de que a informação é falsa. Em seguida, o autor explica a origem dos dados utilizados por Estudos Nacionais e reitera que as notificações são de casos suspeitos. Depois, explica o procedimento de confirmação das notificações pela Anvisa.

Então, como se chegasse a uma conclusão a partir disso, utiliza uma frase entre aspas para dizer que os problemas reportados “não podem ser considerados como ‘prova de mortes causadas pelas vacinas contra Covid-19′ como fez a publicação do site Estudos Nacionais“.

Embora a Lupa não afirme que a frase entre aspas é do EN, o que seria falso, indicou com verbo ambíguo (fez) que carece de explicação, fazendo o seu leitor acreditar que a frase constava na matéria do EN, o que também seria falso.

Dada a dificuldade de entendimento, entramos em contato com a Lupa nesta quinta-feira (18) para questionar a quem está sendo atribuída a frase entre aspas, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta.