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A fixação por medidas que incluem radicais intervenções na sociedade, como o chamado lockdown, tem feito com que cientistas, jornalistas e políticos se entreguem às seduções da lógica utilitarista no enfrentamento da pandemia. Muitos sucumbem ao reducionismo fácil que trata a humanidade como um objeto manipulável que serve à ciência, sinônimo de progresso técnico, uma utopia que atrai facilmente personalidades fracas afeitas a uma expectativa de conforto infinito. O adolescente birrento que não sabe de onde vêm os alimentos que povoam a sua geladeira é, hoje, o dono do mundo.

Políticos oportunistas se deixam levar pelas fáceis soluções técnicas, assim como funcionários públicos acostumados a este tipo de solução como forma de isenção de responsabilidade. Por trás disso, mentes doentias são elogiadas e consultadas com grande expectativa por suas bizarras propostas e analogias tecnicistas. O neurocientista Miguel Nicolelis pode ser classificado como um exemplo característico do cientista que, em nome da ciência e de objetivos técnicos, coloca-se frontalmente contra o ser humano e a sociedade. Não por acaso, ele tem sido entrevistado frequentemente com grande fascínio por parte do jornalismo púbere formado por homens e mulheres de 40 anos.

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Em recente entrevista, ele usou a metáfora da guerra contra o vírus para justificar o fechamento geral e a imposição de restrições a liberdades fundamentais. Para ele, é necessário o lockdown “não apenas em uma cidade ou estado e, sim, um fechamento geral do país”. Ele propõe passar por cima de milhares de vidas humanas para fazer valer um objetivo cientifica e politicamente impossível: impedir a circulação de um microorganismo.

“Você tem que atacar o problema multidirecionalmente, é uma guerra. Bloqueia o inimigo com lockdown, que reduz a transmissão drasticamente. Só que menos de 30 dias não vai funcionar”, avalia o neuroticocientista.

Assim como ele, outros médicos ou apenas especialistas escolhidos por jornais, vêm defendendo atacar de frente a liberdade humana como solução para o bem do homem. Foi o caso do nerd da Folha de São Paulo, Átila Iamarino, que assumiu sua predileção ao autoritarismo quando o assunto é “saúde pública”, no famoso artigo intitulado ” Autoritarismo necessário”.

Mas embora Iamarino possa ser classificado com o mesmo tipo de mentalidade do dr. Nicolelis, o jovem nerd tem o privilégio de ser completamente ignorante em matéria de vida social e humana, já que o seu maior feito até a pandemia era comentar “cientificamente” os poderes de super-heróis do cinema em um canal do Youtube. Viver no mundo da lua é o primeiro requisito para se desenvolver uma mentalidade hostil à realidade e, consequentemente, à humanidade. Mas se Iamarino ainda tem muita vida pela frente e poderíamos esperar uma evolução, de Nicolelis, seu mestre, já não se pode aguardar mudanças.

Em todo o país, médicos como Nicolelis estão simplesmente negando tratamento a doentes. Em uníssono, eles repetem “não há tratamento” e deixam milhares de doentes evoluírem à condição de intubados, provocando com isso o caos no sistema de saúde, sobre o qual lançam a culpa em quem insiste em prestar socorro a doentes nos primeiros dias. Sem poder dizer que salvam vidas (pois só as veem morrer), os negacionistas do tratamento enterram a cabeça no chão para não ver as milhares de vidas salvas pelos médicos que simplesmente preferem pensar no paciente antes dele piorar.

Fanatizados pela negação, eles negam o tratamento para a doença porque, em muitos casos, têm consciência de que é a alegada inexistência de medicamentos eficazes que justificaria e permitiria a aprovação de vacinações emergenciais, caráter no qual estão sendo compradas até mesmo vacinas perigosas e experimentais, que já enfrentam processos judiciais em todo o mundo. Se para os mais ingênuos essa é uma conduta de rigor científico, para outros é tão somente uma estratégia comercial. A negação é a arma para se implementar a solução final das vacinas globais, objetivo muito mais ligado ao lucro e a utopias de controle total do que à saúde humana. É só ver os efeitos adversos espalhados por aí.

O negacionismo obscurantista desses verdadeiros médicos-monstros não está apenas matando pessoas, embora esse seja o fruto mais perverso de sua conduta. Eles estão apartando a ciência da verdade, mas mais do que isso, dissociando-a da humanidade. Ao tornar a ciência e a medicina um instrumento utilitarista e econômico, matam a medicina e atingem mortalmente o ser humano.