Brasil pode não entrar na OCDE, mas implementa Agenda 2030 para agradar globalistas

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Diante da instabilidade jurídica brasileira e o recuo no combate a corrupção manifestos em posições recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), como no caso Lula, as chances do Brasil entrar na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) reduziram-se drasticamente. O Brasil também perdeu um padrinho importante, Donald Trump.

Para agradar a OCDE, o governo parece fazer concessão perigosa permitindo a implementação cada vez mais profunda da Agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas), como forma de agradar a entidade global.

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Ao final, o governo que pretende lutar por valores conservadores e pela soberania, poderá terminar o mandato sem o êxito de se tornar membro da OCDE e com todo o ônus de submeter todos os seus ministérios e políticas públicas à cartilha da ONU, na Agenda 2030.

O jogo político mudou e a aposta na OCDE poderá representar apenas retrocessos ao projeto do capitão Jair Bolsonaro.

Mas por que a Agenda 2030 é ruim e até que ponto o governo está amarrado nela? Entenda

Desde o início do mandato, muitos dos indicados de Bolsonaro, inclusive em 1º escalão, atuam em prol da Agenda 2030, implementando políticas públicas em vieses que contrariam a vontade popular manifesta nas urnas em 2018, subjugando o Brasil ao planejamento e controle estratégico da ONU por meio desse poderoso instrumento, Agenda 2030.

Existem diversos núcleos na administração federal direta e indireta que realizam um trabalho completo de ajustamento de políticas públicas brasileiras ao plano da ONU. Um dos principais núcleos de poder da ONU dentro dos cargos de confiança de Bolsonaro está na Secretaria de Governo (Segov).

Como ilustra a publicação abaixo, a Segov atua em parceria com ONU/PNUD e Enap para “identificação de iniciativas do Governo Federal para Priorização e Alcance dos objetivos da ONU dentro da Agenda 2030, nos chamados ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis). A Segov atua como que um PMO (“Escritório de projetos”) da ONU, dentro da administração pública federal, exercendo pressão nos demais órgãos do governo incluindo ministérios, para que todos atuem conforme a ONU deseja.

Quem define o plano, objetivos, metas e o controla indicadores, detém o poder.

Tenha isso em mente ao analisar o que é e como se comportam os agentes desse processo. A ideia de que a Agenda 2030 seja um mero acordo de cooperação internacional é por demais superficial e só se justifica para os que desconhecem a complexidade e o poder da Agenda 2030. É ingênuo crer que a Agenda 2030 se restrinja a um instrumento de gestão “técnica”. A Agenda 2030 é radicalmente comprometida com ideologias e levará o Brasil a implementar a um cenário político ideológico bem definido (e radicalmente “de esquerdista”).

A Agenda 2030 é um plano de governo! Assim como cada candidato à presidência da República tinha um plano de governo, um projeto, a Agenda 2030 também tem, porém, tal projeto não foi aprovado nas urna e é comandado às sombras de fora do país.

A Agenda 2030 é um plano de governo amplo, pois não depende das urnas e transcende qualquer mandato eletivo. Um plano político e uma agenda “de Estado” que traz consigo ideologias e erros cujas responsabilidades por desastres e fracassos não recairá sobre a ONU, mas sobre os brasileiros, e talvez sobre algum político que permita essa invasão globalista e não seja um protegido do establishment.

O Brasil já está por demais submisso à Agenda 2030, visto que diversas instituições já a implementaram e advogam pela agenda globalista, entre elas, TCU e TCEs, CNJ, IPEA, ministérios, grandes estatais etc. Isso sem falar nos governos estaduais e municipais, que vêm aderindo continuamente. O esforço advindo do governo federal por implantar a Agenda 2030, durante todo o mandato de Bolsonaro, pode representar o golpe final.

O documento Glossário do ODS 5 da Agenda 2030, publicado em 2016, deixa muito claro que a Agenda nada mais é do que uma dominação ideológica radical.

Aborto e Ideologia de Gênero imposto à força na Agenda 2030

Apenas como exemplo da doutrinação ideológica da Agenda, podemos analisar estas duas pautas, muito caras aos brasileiros.

Segundo o documento Glossário do ODS 5 para o Brasil, vivemos “uma sociedade patriarcal” e tudo precisa ser lido com essas lentes (da ideologia).

A Agenda 2030 insere o aborto legalizado e gênero como premissas da sociedade. O Glossário ODS 5 explica que “gênero refere-se a papéis, comportamentos” (…) que essas relações [de gênero] “são socialmente constrúidas e são aprendidas por meio de processos de socialização” (grifo nosso). Ou seja, a Agenda 2030 nega a biologia, a ciência, para aderir à ideologia como única lente para compreensão e transformação da sociedade.

Quando trata do termo “saúde reprodutiva”, eufemismo para aborto, o Glossário ODS 5, na página 24, deixa claro:

“os serviços de saúde sexual e reprodutiva devem atender às necessidades dos/as usuários/as (sic) e devem estar disponíveis para todas as pessoas (…) como exemplos destes serviços, incluem-se (…) aborto seguro”.

Enquanto houver Agenda 2030, não existe “gestão técnica“, existe gestão ideológica.

Basta ler os documentos. A introdução do Glossário ODS 5 da Agenda 2030 para o Brasil explica que, o glossário, aborda “temas importantes, com vistas a levá-los para debate de forma neutra e a fim de que pessoas e instituições dos mais diversos espectros políticos possam propor ações construtivas a partir deles.” (grifo nosso).

Até um deboche o documento dizer que se busca levar um debate “de forma neutra“, sendo que o mesmo documento comprova que a ideologia feminista, de gênero e globalista é o que regem toda a visão da Agenda. O que a frase acima revela é que, esse glossário que define gênero como construção social e aborto como direitos humanos, deve ser a base para as instituições desenvolverem suas políticas públicas, “propor ações construtivas a partir deles“. Revela também que o objetivo da agenda é conduzir pessoas de qualquer espectro político a trabalhar em conjunto, em prol da ONU. A Agenda 2030 constitui-se a melhor e mais potente arma já desenvolvida pelos inimigos dos conservadores justamente porque se disfarçar de “mero instrumento de gestão”.