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Pelo menos 100 pessoas participaram de um ato em frente à sede do governo do estado norte-americano de Idaho, no último sábado, para queimar máscaras, em um protesto contra restrições e imposição do uso de máscaras. Para simbolizar uma preocupação que cresce entre médicos, psicólogos e pediatras, o protesto teve a participação de crianças, que jogaram máscaras em uma fogueira improvisada em frente ao governo, informou o Chicago Tribune. Desde o início da pandemia, as crianças foram vistas como principal vetor de contágio.

Defensores da imposição às máscaras em crianças criticaram o “uso” delas no protesto sem mencionar os danos psicológicos, sociais e físicos impostos às crianças. Entidades americanas que criticam a obrigatoriedade classificam a imposição de máscaras como claro abuso de crianças.

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As crianças são as mais atingidas pelas restrições sociais justificadas pelo combate à doença, um ano após o início da pandemia que levou milhares de vidas e cujas medidas de combate estão afetando drasticamente a sociedade. Na última semana, uma criança autista foi impedida de entrar em uma escola por estar sem máscaras. A diretora da escola constrangeu o menino e a mãe, ignorando uma lei federal que permite exceção no caso de portadores de doenças como o autismo. A histeria midiática e a tensa fiscalização das autoridades, que estimulam o uso até mesmo em praticantes de esportes, pode estar provocando indiferença e insensibilidade como a da diretora da escola.

Diversos estudos vêm mostrando os riscos das máscaras para as crianças, além do grave efeito do uso dos adultos para as crianças. Pediatras lembram que crianças que estão aprendendo a falar necessitam do aporte visual da leitura labial dos adultos para o seu aprendizado. Privados disso, as consequências futuras podem ser imprevisíveis para a alfabetização e a fala.

A partir de um estudo envolvendo mais de 25.000 crianças em idade escolar, pesquisadores alemães da Witten Herdecke University descobriram que 68% delas apresentavam algum tipo de problema físico, psicológico ou comportamental, em total de 24 tipos diferentes de problemas associados ao uso das máscaras.

O estudo foi baseado em notificações de pais e responsáveis, foi publicado em dezembro de 2020 e recebeu versão atualizada em janeiro de 2021. Ele inclui 17.854 queixas de saúde enviadas pelos pais.

Os problemas registados em crianças incluem irritabilidade (60%), dores de cabeça (53%), dificuldade de concentração (50%), diminuição da percepção de felicidade (49%), recusa em ir para a escola ou creche (44%), desânimo (42%), comprometimento da capacidade de aprendizado (38%), vertigem e fadiga (37%).

O estudo se concentrou em crianças submetidas ao uso forçado de máscaras por uma média de 4,5 horas por dia.

Se os resultados apontados já são preocupantes, há ainda o fato de que 29,7% das crianças tiveram falta de ar e outras 26,4% apresentaram tontura. Centenas registros revelaram respiração acelerada, aperto no peito, fraqueza e comprometimento da consciência a curto prazo.

Em setembro de 2020, um estudante alemão de 13 anos morreu após desmaiar repentinamente. Ele usava máscara no momento e a causa da morte ainda não foi explicada. Junto de outros casos, como o dos estudantes chineses que morreram no início de 2020, levantam suspeitas sobre o principal risco envolvendo o uso de máscaras: o envenenamento por dióxido de carbono, a chamada hipercapnia, que pode levar à morte.

Algumas iniciativas pelo mundo estão questionando as supostas evidências científicas que justificam medidas moralmente estranhas como forçar crianças a usar máscaras ou bloquear o comércio, afetando a vida de milhares de pessoas por causa de um vírus com letalidade abaixo de 1%. A página do Twitter, Children in Masks is Child Abuse, publicou recentemente:

“Há 12 meses, qualquer adulto que obrigasse uma criança a usar uma máscara facial durante 7 horas por dia teria sido justamente preso por abuso infantil”.