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Em entrevista ao Monday Live desta segunda-feira (9), o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub diz ser frequentemente convidado a se candidatar para o Senado ou para o Governo de São Paulo. “Eu não toparia ser politico para o resto da vida, mas toparia entrar pra fazer uma mudança. Fico tentado a isso”, declarou na transmissão ao vivo feita no Canal do Coalizão News, no Youtube.

Questionado se pensa em entrar para a política pelo estado de SP, o ex-ministro respondeu:

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“Lógico que eu penso, evidente que penso. Eu sou de família europeia. Sei, através dos relatos da família, o que é perder um país. O Brasil é meu país e o será até eu morrer, eu me identifico com o Brasil, eu me sinto em casa, por isso que eu não quero perdê-lo. Mas eu não sou politico, não tenho politico na família, nada. Eu sabia que tinha uma capacidade de liderar, mas nunca me envolvi com politica até acontecer um acidente de percurso e me tornar Ministro e acabei me tornando um potencial à vida politica”, respondeu o ex-ministro.

Ele afirmou ainda que vem recebendo muitas sugestões para isso por parte da população e que isso o sensibiliza a entrar. Mas ressalva que isso o traria muito mais problemas. Segundo ele, sua vida piorou muito depois de entrar para a política.

“As pessoas me mandam mensagens pedindo pra eu voltar e ser governador, senador e eu me sinto tocado com isso, evidentemente. Minha vida melhorou depois da vida Pública? Não, muito pelo contrário. A qualidade de vida, principalmente financeira, caiu muito. Minha vida em São Paulo era muito melhor. A quantidade de processos que eu tenho hoje é muito. Minha familia sofre com isso, portanto, o saldo é ruim.

Vale é pena apenas para experiência e por uma satisfação pessoal. Tive satisfação pessoal de falar as coisas que falei no congresso? Muita, muita. Isso me da uma satisfação enorme. Mandar a Globo pastar, dizer pra jornalista da globo: ‘sai daqui, não quero papo com vocês, não. Sai fora’. Dá uma satisfação maior ainda, tratar o cidadão comum com toda atenção que merece, pois é assim que deveria ser: portas abertas”.

O ex-ministro diz ter sido ameaçado e processado e acredita que se tivesse ficado no Brasil, teria se tornado um preso político. Ele conta que seus filhos foram ameaçados por membros de ONGs.

“Então, pra ser governador, o salario é de 16 mil reais. Vai ser bom? Não, pois isso pagará somente os advogados para os processos que vou receber. Chegando lá, como vai ficar com PCC? Não vai ficar. Como é que vai ficar com sindicato dos professores? Não vai poder entrar em greve no retorno ás aulas. Eu vou arrumar confusão. Eu fui muito ameaçado, vocês viram. Eu acho que o Alexandre de Moraes iria mandar entrar no meu apartamento [caso ficasse no Brasil] e levar celular dos meus filhos, etc, como fizeram com outras 70 pessoas. Meus filhos não voltam mais para o brasil. Já foram ameaçados por ‘ongeiros’, outras ameaças físicas; não querem. Então, pra eu voltar, teria ver a segurança deles aqui (Estados Unidos). E no Brasil, ver a segurança da minha esposa. Se você parar pra pensar é só despesa. Eu não toparia ser politico para o resto da vida, mas toparia entrar pra fazer uma mudança. Fico tentado a isso. Precisaria equacionar isso e ter uma estrutura partidária limpa ou que não fosse totalmente errada, se eu tivesse blindada dessa bagunça partidária”.