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A pastora luterana Romi Bencke recebeu uma carta de solidariedade de diversos movimentos sociais, conforme noticiado pela Carta Capital, nesta segunda-feira (9). Entre os grupos estão a Aliança LGBT de Minas Gerais, as Católicas pelo Direito de Decidir, entre outras defensoras de pautas contrárias à Igreja Católica. Na segunda, o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Scherer rejeitou dialogar com críticos e ao responder sobre a presença de ideologias radicais na Campanha classificou as críticas de “ideológicas”.

O documento deste ano acabou expondo os tentáculos já conhecidos do globalismo mais cruel no seio da Igreja Católica no Brasil, como o abortismo e a Ideologia de Gênero, ambos criticados pelo Papa Francisco e combatidos historicamente pela Igreja ao redor do mundo. A pastora luterana está envolvida com movimentos radicais que combatem a influência religiosa na sociedade por meio do dogma da laicidade e da legalização do aborto e outras pautas.

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Na coalizão de movimentos que defendeu a pastora contra as críticas de católicos à sua participação, estão ONGs financiadas por grandes fundações, como a Fundação McArthur, Ford Foundation e Open Society Foundation, do polêmico bilionário George Soros. Mais de 200 ONGs, entre elas grupos de defesa LGBT e defensores do aborto.

Romi Bencke assina a Apresentação do Texto-base da CF 2021 e também contribuiu substancialmente para a redação dos capítulos que compõem o documento, que norteará toda a campanha. A relação dela com movimentos radicais de ataque à Igreja Católica está explícia em sua biografia e encontra elementos em ações em movimentos financiados internacionalmente.

Em artigo para o site da Sexual Policy Wacth, em 2019, Bencke defende abertamente o assassinato intrauterino de bebês não nascidos como um “direito” às mulheres que não quiserem seus bebês. Ela é representante da IECLB e secretária geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), movimento “ecumênico” de combate à influência religiosa na sociedade.

O artigo de sua autoria é intitulado “Laicidade e Direito ao Aborto: intersecções e conexões entre o debate feminista secular e feminista religioso” e tem o apoio expresso da Open Society Foundation, de propriedade do polêmico magnata George Soros, defensor e financiador de pautas revolucionárias como a legalização de todas as drogas. No artigo, ela elogia o trabalho de movimentos extremistas como as “Católicas pelo Direito de Decidir”, a Frente Evangélica pela Legalização do Aborto, Evangélicas pela Igualdade de Gênero, entre outras.

Bencke faz parte de um movimento que pretende instituir o secularismo como ideologia dominante, por meio da militância laica. A co-redatora do texto-base da Campanha da Fraternidade deste ano, portanto, cumpre ali um papel para o qual vem se preparando há alguns anos.

Segundo ela, o artigo foi o resultado de uma série de “Reuniões Estratégicas” que discutem o papel da teologia feminista, cuja principal pauta é a legalização do assassinato de bebês não nascidos, prática que utiliza métodos como o desmembramento de fetos vivos, trituração ou envenenamento salino.

“A teologia feminista foi sendo desafiada a atualizar-se e identificar estratégias para incidir, tanto no âmbito das instituições eclesiais quanto no da relação entre religião e Estado”, diz a apresentação do artigo. A religião na sociedade é apontada como obstáculo aos objetivos dos movimentos que se unem em torno de grandes financiamento internacionais.

“O objetivo [das reuniões estratégicas] foi o de fortalecer esta articulação, a fim de garantir a permanência das conquistas alcançadas em décadas de lutas feministas pelo aborto legal e seguro, bem como impedir que os processos conservadores em curso criminalizem ainda mais a as mulheres”.

De acordo com o texto da Carta Capital, O CONIC também possui forte atuação na defesa do Estado laico, entendendo que só um Estado que respeite a pluralidade e a diversidade religiosa é capaz de promover a paz em seu território.

Cardeal fecha diálogo

O Arcebispo de São Paulo acusa os críticos de uma “paixão anti-ecumênica”, de mentir sobre a CNBB e classifica a polêmica como “marcada por polarização ideológica”. Ele não comentou o motivo de a temática da campanha utilizar tantos termos conhecidos como jargão da Ideologia de Gênero e foi elaborado pela pastora luterana Romi Bencke, que é favorável à legalização do aborto.

Segundo o Cardeal, a polêmica foi “movida por preconceitos e paixão anti-ecumênica; além de acusações infundadas contra a CNBB, é uma polêmica também marcada por polarização ideológica”.

Veja a lista das entidades que apoiaram a ativista e que apoiam o texto-base da Campanha da Fraternidade.