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O deputado estadual Felipe Estêvão, do PSL, propôs ao governador, Carlos Moisés, a identificação nominal de vacinados para garantir a cobertura vacinal contra Covid-19 no Estado de Santa Catarina. A identificação, que poderá ser feita por meio do acesso a documentos, pressupõe uma pressão e perseguição a quem não quiser se vacinar.

Aliado próximo do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Julio Garcia (MDB), afastado por corrupção em operação da Polícia Federal, o deputado Felipe Estêvão considerou preocupante as notícias de “violação à ordem de prioridades estabelecidas oficialmente pela campanha de vacinação”.

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Segundo ele, as “violações” podem ser um fator de “inquietação social”. “A ocorrência desses fatos, por si só, é fator de inquietação social e agrava ainda mais a angustiante e dolorosa situação atualmente enfrentada pela população catarinense”, afirma Estevão, eleito na esteira da campanha do presidente Jair Bolsonaro, que é contra a vacinação compulsória da população.

O deputado disse que irá sugerir ao Ministério Público que recomende ao governo catarinense uma investigação através de documentos de cidadãos e outros meios de comprovação. A ideia sugere a elaboração de uma “lista negra” nas cidades catarinenses para averiguar se a população alvo da campanha foi realmente vacinada de acordo com os “critérios de exposição à infecção e de maiores riscos para o agravamento e óbito pela doença”.