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Ao contrário do que vem sendo amplamente noticiado pelos jornais nesta sexta-feira (5), a responsável pela fabricação da Ivermectina no Brasil não é a Merck S.A., que criticou eficácia da droga em uma nota. A verdadeira produtora é a Vitamedic, que não fez reservas ao uso do medicamento nas fases iniciais da doença. Em nota à imprensa, a Vitamedic desfez a confusão e lembrou que a Merck está desenvolvendo um antiviral para uso semelhante ao da Ivermectina.

A nota diz:

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“A MERCK S.A não é produtora da Ivermectina para humanos no Brasil. Desconhecemos qualquer estudo pré-clínico que essa empresa tenha realizado para sustentar suas afirmações quanto a ação terapêutica no contexto da COVID-19. A nota da Merck coincide com os testes que ora promove para desenvolver outro medicamento, o Molnupiravir (MK 4482) contra a COVID-19 e cujos dados foram atualizados no seu site no dia de hoje (05-02-2021).”

O erro ainda não foi corrigido pela maioria dos jornais, que continuam dizendo que a Merck é fabricante da ivermectina. O G1 foi um dos jornais que publicou a seguinte informação falsa: “A farmacêutica Merck, responsável pela fabricação da ivermectina, informou em comunicado na quinta-feira (4) (veja abaixo) que não há dados disponíveis que sustentem a eficácia do medicamento contra a Covid-19″.

Sobre o medicamento, a Vitamedic esclarece ainda:

“IVERMECTINA é um produto de baixo custo e histórico de baixo impacto em termos de efeitos adversos e largamente prescrita pela comunidade médica. Após a eclosão da pandemia da COVID-19, várias evidências médicas e estudos realizados ao redor do mundo, indicaram o medicamento como antiviral e incluído em protocolos médicos de instituições públicas e privadas como um adjuvante no tratamento da doença, especialmente nas fases iniciais. Isso ocorreu a partir de março de 2020 quando, pioneiramente, a University Monash, de Melbourne, na Austrália, apontou o benefício da droga como redutora da replicação viral”.

Na nota, a Vitamedic defende a autonomia dos médicos para o tratamento precoce da doença.

Conforme confirmou a Vitamedic, a Merck está desenvolvendo um medicamento que pretende substituir a ivermectina, o que explica a nota e a divulgação pelos jornais, que vêm questionando seguidamente a efetividade do medicamento.

Em dezembro, a empresa anunciou um acordo para fornecer o novo medicamento ao governo dos Estados Unidos por até cerca de US$ 356 milhões.

A Merck espera os resultados dos testes da nova molécula para a produção de um antiviral contra Covid-19, o Molnupiravir (MK-4482), cujos testes já estão publicados. De acordo com matéria da Reuters, a empresa apostou no antiviral após o fracasso da sua vacina.

O tratamento com o antiviral dura cerca de 5 dias para pacientes não hospitalizados, e pode oferecer conveniência e maior benefício terapêutico, disse ainda Graybosch.