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Embora sem grandes alardes, especialistas da grande mídia já deixaram escapar que a Coronavac, assim como todo o “programa de imunização” nacional, não visa imunizar. É isso mesmo. A sociedade não está sendo suficientemente informada disso, mas a verdade é que as vacinas estão prometendo apenas a atenuação de sintomas, isto é, a proteção contra casos graves da doença. Mas considerando que esses casos graves são naturalmente menos de 10%, utilizar uma vacina que oferece 50% de possibilidade de ter caso grave, mas não diz nada sobre contrair ou não, parece algo bastante irrisório. Seria o mesmo que um repelente de mosquitos?

Sem imunização, portanto, resta a “proteção”, termo que os jornais vêm passando a utilizar desde que o Instituto Butantã informou eficácia da vacina. Mas são duas coisas: primeiro temos a não imunização, promessa substituída pela mera proteção hipotética. Depois demos a baixa eficácia dessa proteção. Considerando as duas, temos uma efetividade ou relevância menor que um repelente de mosquitos. Afinal, os melhores repelentes têm eficácia de 60%, conforme estudos publicados pelo UOL.

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Tudo isso sem considerar as imunizações cruzadas ou naturais, que embora seja desconhecida, pode ser uma possibilidade bem maior de sucesso ou atenuação da doença do que uma vacina que é uma verdadeira cara ou coroa.

Ainda assim, segundo o otorrino Carlos Nigro, não é exato dizer que a Coronavac tem toda essa porcentagem de “eficácia”.

“A vacina não protege 50,38% dos vacinados, mas teve 50,38% menos casos de Covid que o grupo placebo; a nova vacina NÃO visa a imunização das pessoas”, explica Nigro.

Segundo o Instituto Butantã, entre os que receberam placebo apenas cerca de 3% contraíram a doença, enquanto entre os vacinados foram em torno de 1%, uma diferença torna o placebo um “remédio” bem aceitável pelos atuais padrões da Anvisa e da OMS. Ainda prefiro o repelente. Aliás, a dengue, zika e outras doenças estão aí ainda.

Diz o G1: “Com potencial de eliminar casos graves, CoronaVac é adequada para combater pandemia, dizem especialistas”. 

“A gente nunca falou desde o início ‘eu quero uma vacina perfeita’. A gente falou ‘eu quero uma vacina para sair dessa situação pandêmica’. E isso a CoronaVac permite fazer”, avaliou a microbiologista Natália Pasternak, que participou da coletiva de imprensa do governo de SP, segundo matéria do G1.

Para melhorar, os pesquisadores lembram do incrível mérito de a Coronavac não ter apresentado casos de reações alérgicas. Não deixa de ser uma boa notícia: não ser imunizado, ter apenas 50% de chances de estar protegido, e ainda ter uma reação alérgica seria o fim. Com toda essa “eficácia”, não deve causar mesmo nem cócegas.

Bem, não vamos estragar todo esse otimismo lembrando dos riscos da vacina para quem, por algum motivo desconhecido, já tenha imunidade para a doença. Vamos ser otimistas, pois a OMS está trabalhando e já autorizou diminuir a sensibilidade do teste PCR, responsável pela pandemia de falsos positivos. Por que o que os olhos não veem…