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Em meio à crise sanitária em Manaus, não são poucos os médicos que relacionam a conduta negacionista da grande mídia e de parte de entidades médicas sobre o tratamento precoce com a alta de internações em hospitais. Apesar de uma cobertura sensacionalista que oferece o medo como única solução para conter a doença, negar a existência de tratamentos que demonstram grandes êxitos é uma forma cruel de minimizar a doença. Essa contradição aparente tem uma explicação que a comunicação do Governo tem ignorado e perdido a oportunidade de culpabilizar os verdadeiros culpados.

Diversos médicos explicam que o uso coerente do tratamento precoce diminui em muito a internação dos pacientes. Vários estudos já associaram a hidroxicloroquina e sua combinação a antibióticos como a azitromicina à queda no número de internações e consequentemente de óbitos.

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Apesar disso, na falta de comprovações do contrário os grandes jornais buscam “emplacar” a narrativa fazendo-a passar por uma verdade. Um exemplo foi a recente reportagem, compartilhada por diversos sites de notícias, de que o pesquisador Didier Raoult teria admitido que a hidroxicloroquina não reduzia os óbitos. A notícia não passou de uma criminosa distorção das palavras do pesquisador, o que foi denunciado por ele em seu perfil do Twitter. Desmentinda por ele, a informação foi “consertada” pelos jornais como se o pesquisador tivesse mudado de ideia. Mas ele foi claro em seu Twitter: “Nunca mudamos de ideia”, escreveu o cientista.

A reação cínica dos jornais mostra que a sua atividade de mentir não os envergonha. Nem mesmo a contradição de sua postura sobre o tratamento precoce os causa algum transtorno.

Afinal, jornais e entidades médicas, ambos comprometidos com a indústria farmacêutica, sabem que negar aos pacientes um tratamento precoce seria o mesmo que minimizar a doença. Qualquer médico recém formado sabe que toda doença que inspire cuidados precisa de um tratamento precoce, isto é, necessita ser atacada logo no início, antes do agravamento. O agravamento da Covid-19 tem sido a principal causa de morte da doença e, segundo os jornais, o principal motivo de mortalidade em 2020. Mesmo assim, os medicamentos que surgiram como alternativa, como a hidroxicloroquina, ivermectina etc, foram rechaçados desde o início. Só uma doença muito leve e que não inspirasse tantos cuidados poderia esperar que remédios passassem por todos os testes, necessários e desnecessários, para serem adotados quando seus efeitos colaterais são mínimos. Como explicar esse comportamento?

Acontece que tanto o governo quanto segmentos da direita política basearam sua estratégia retórica no comportamento sensacionalista da grande mídia, ou seja, se a mídia fazia terrorismo sobre a doença, a direita e o governo optaram por minimizar e alertar para os exageros praticados por parte da classe médica selecionada pelos jornais. Hoje, porém, vemos que isso foi um erro. Por quê? O verdadeiro objetivo de parte da classe médica, aliada à indústria farmacêutica (e seus poderosos vínculos internacionais) não está baseado na cura ou no retorno à normalidade social existente antes de 2020. O sensacionalismo da mídia é apenas o elemento externo do objetivo de manter o pânico para implementar transformações sociais que atendem a interesses do conjunto dos grupos econômicos dominantes.

A ampliação do medo leva à necessidade de controle social sobre a coletividade. Todas as ditaduras se instalaram a partir do medo. Mas isso apenas significa que a cura da doença não é e nem nunca foi a preocupação dos donos da mídia e do poder econômico. Dessa forma, se por um lado é preciso conter o medo, a manutenção do medo se faz a partir da manutenção da doença. Eis o motivo por trás do boicote ao tratamento precoce. Acontece que o tratamento precoce só é persuasivo com certa dose de medo da doença.

A mídia está perdendo a guerra contra o tratamento precoce, pois a população tem sabido discernir. Mas ela vence a guerra política, a da narrativa, já que esta depende apenas de convencer seus patrões, os líderes da classe política nacional e internacional e não a população.