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Após banir permanentemente o presidente dos Estados Unidos, o Twitter foi criticado pela chanceler alemã, Angela Merkel, também pelo presidente do México, André Manuel López Obrador. Nesta segunda-feira (11), o Twitter perdeu cerca de US$ 5 bilhões de mercado e as ações da empresa cairam 12% após a censura contra Donald Trump, além da exclusão de mais de 70 mil perfis de apoiadores do presidente americano.

Através de seu porta-voz, Steffen Seibert, a chanceler alemã Angela Merkel afirmou ser “problemática” a decisão do Twitter em censurar o presidente americano, pois ao fazê-lo a empresa viola o “direito fundamental” da liberdade de expressão. Disse ainda que as plataformas de redes sociais carregam “grande responsabilidade ao evitar que a comunicação política seja contaminada por ódio, mentiras e incitamento de violência”. E finalizou afirmando que é papel de legisladores traçar quais os limites do debate, e não da empresa.

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No mesmo sentido, disse o presidente mexicano “Eu não concordo com isso, não aceito [a decisão]. Onde está a lei, a regulação, onde estão as normas? Isto é uma questão de Estado, não um assunto para empresas privadas”.

A função social e os limites das empresas de tecnologia entraram em discussão após a Amazon, Apple e Google juntarem-se para impedir que usuários descontentes com o Twitter migrassem para outras plataformas, como veiculado por este portal.