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Em um vídeo que circula nas redes sociais, um médico otorrino conta ter atendido uma jovem que teria sofrido uma queda enquanto corria usando máscara. Segundo o médico, a jovem quebrou dois dentes e o nariz. O motivo, diz o especialista, foi a perda de consciência durante a corrida. Estudo recente mostrou que o uso de máscaras não altera o risco de contrair o coronavirus. Na verdade, em muitos casos pode aumentar as chances de contágio.

No vídeo, o médico associa o uso de máscaras a problemas ligados à baixa oxigenação, que pode levar à desorientação e até perda de sentido. Esta informação é verdadeira e embora não tenham sido feitos estudos aprofundados que comprovem as reações adversas do uso reiterado das máscaras, não é difícil concluir a partir de conhecimentos básicos sobre o funcionamento do corpo humano.

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Mesmo após a morte de dois estudantes chineses que usavam máscaras ao se exercitarem, o que levantou alerta quanto à segurança do uso das máscaras durante o exercício físico, leis em todo o mundo acabaram recomendando e até obrigando a utilização sem levar em conta os riscos. Eles são amplamente conhecidos por médicos, já que a máscara cria um acúmulo de gás carbônico expirado, com risco para intoxicação pelo próprio gás carbônico. Até março, alguns jornais chegaram a publicar esses alertas, mas após as leis que obrigavam o uso, conteúdos de jornais chegaram a ser “atualizados” para se adaptarem às “novas recomendações”. No entanto, os riscos não mudaram e com a obrigatoriedade, até aumentaram.

Quais são os riscos

Médicos alertam para os níveis reduzidos de oxigênio no sangue pelo uso das máscaras, levando à redução da clareza mental, letargia e imunidades reduzidas. Essa condição, conhecida como “hipóxia”, pode levar as pessoas a perder o foco e tomar más decisões que podem ser perigosas para os outros. As pessoas já estão adormecendo e desmaiando ao realizar tarefas rotineiras enquanto usam máscaras. O resultado pode variar de acidentes a si mesmo ou a outras pessoas, devido à falta de atenção, até uma tragédia social de maiores proporções. A probabilidade de infecções virais aumenta com hipóxia porque as defesas naturais do corpo estão degradadas.

Além disso, a toxicidade do dióxido de carbono pela capacidade reduzida do corpo de expulsar o dióxido de carbono, que é um produto residual de toda atividade celular. Retenção de umidade nos pulmões devido à retenção do vapor de água nos pulmões. A retenção de umidade nos pulmões é um fator importante associado a pneumonia, bronquite, infecções virais e bacterianas, asma e outras doenças respiratórias. O acúmulo de líquido nos pulmões pode ser muito difícil de tratar e pode resultar em morte em casos graves de pneumonia e outras doenças. Se os pulmões não conseguem respirar ar seco e expelir o ar úmido, pode ocorrer um congestionamento grave nos pulmões.

Há ainda o risco maior de infecção devido o aumento do toque facial, resultando em disseminação viral/bacteriana. Pessoas que usam máscaras têm cinco vezes mais chances de tocar seus rostos continuamente ao longo do dia. Elas continuam ajustando a máscara com as mãos e tocando o rosto no processo. É sabido que tocar repetidamente o rosto e tocar outras superfícies é uma das principais causas de disseminação viral e bacteriana. Esse aumento da propagação da infecção pode ir do usuário da máscara para outros ou de outros para o usuário. Mesmo que uma pessoa use luvas e toque seu rosto e outras superfícies, o resultado é o mesmo.

O uso de máscaras exige mais esforço para respirar, o que causa desconforto respiratório adicional, especialmente em indivíduos cansados, idosos, doentes ou com imunidade comprometida. A maioria dos esforços médicos legítimos, com o objetivo de reduzir as doenças respiratórias, busca melhorar a capacidade do indivíduo de respirar, não bloqueá-la, impedi-la ou torná-la mais trabalhosa.

O otorrino Carlos Nigro, que lida diariamente com pacientes vítimas problemas respiratórios e infecciosos, lembra de lições básicas da medicina e obviedades, como o fato de que o ser humano está apto a respirar em ambientes sem máscaras.

“Da mesma forma que uma máscara tem muito mais vírus e bactérias que o ar ambiente, um local ventilado também seria evidentemente melhor que um ambiente fechado. O ponto é que o mundo e nós mesmos não somos estéreis; uma obviedade que temos que começar a contar para as pessoas novamente”, explica.

“Uma coisa é ‘encontrar vírus, bactérias, ácaros, poluentes’ no ar. Outra é se contaminar; outra é desenvolver a doença. É óbvio que essas “informações” [sobre riscos de infeção sem máscara] são apenas para causar pânico e medo. Seres humanos sem doenças no sistema imunológico estão aptos para respirar o ar ambiente sem máscaras”, lembra Nigro.

O especialista não recomenda o uso e ressalta que há muito mais desvantagens para a saúde do que vantagens, embora o uso tenha sido incluído entre normas obrigatórias.

“Estou usando mais máscara para não ser preso. Além de ter mais vírus e bactérias que o ar natural ambiente; além de dificultar as trocas de gás carbônico por oxigênio; além de causar um desconforto constante, uma preocupação e terror constante; além de apagar as individualidades, as expressões faciais; além do controle social pela focinheira, pelo cabresto;
a máscara causa coceira no nariz fazendo as pessoas coçarem o nariz aumentando muito a chance de se contaminarem com o coronavírus porque essa é, na prática, a única forma de se contaminar”.