Com compromissos bolsonaristas, Daniela Reinehr assume governo de SC

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Ricardo Wolffenbuttel / Secom / Divulgação
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A governadora interina tomou posse como a primeira mulher a governar Santa Catarina. Ironicamente, não foi pelas mãos do feminismo que isso aconteceu, mas fruto do amplo apoio de conservadores à chapa de Carlos Moisés, que se elegeu como “o candidato de Bolsonaro”. Foi graças ao eleitorado conservador, cristão e de direita, que Daniela pôde ter a honra de ser a primeira governadora. No entanto, só ela pode decidir que tipo de exemplo legará à história das conquistas das mulheres.

O estelionato eleitoral foi mais sedutor ao “comandante”, que acabou afastado. Sobrou a Daniela a bomba de salvar Santa Catarina do estelionato eleitoral completo. Ou aprofundar. Mas tudo isso se der tempo, pois o governador traidor ainda poderá voltar.

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Daniela começou seu governo provisório com compromissos bolsonaristas após uma viagem a Brasília para angariar apoio, o que conseguiu através da deputada Carla Zambeli.

Dizendo-se conservadora, de direita, Daniela fez de tudo para obter o apoio dos bolsonaristas, dizendo-se fiel ao presidente, bem ao contrário de seu governador. Agora, a deputada Ana Campagnolo exige uma prova dessa fidelidade à recém empossada: quer que ela assuma ativamente uma das pautas conservadoras mais importantes: a liberdade para a educação domiciliar.

Seja por decreto, medida provisória ou projeto de lei, essa garantia legal precisa acontecer, ainda mais no momento em que o Supremo Tribunal Federal avança para criminalizar as mais de 15 mil famílias que ousam educar os próprios filhos.