ONU condena os planos da Nigéria de castrar estupradores e executar pedófilos

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FABRICE COFFRINI/Getty Images
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Uma lei nigeriana que condena estupradores à castração e pedófilos à morte encontrou resistência severa no órgão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas – ONU, comandado pela ex-presidente chilena Michelle Bachelet.

Há pouco o governador do estado de Kaduna, na Nigéria, assinou a lei que punirá homens condenados por estupro com castração cirúrgica e os culpados por estuprar qualquer criança com menos de 14 anos com a pena de morte.

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A organização globalista, no entanto, criticou a novel legislação.

“A Chefe de Direitos Humanos da ONU, @mbachelet, manifesta sua solidariedade e indignação com os sobreviventes de #estupro e com aqueles que exigem justiça. Por mais tentador que seja impor uma punição draconiana, ela insiste que mudemos o foco para a justiça e a reparação para a vítima”, escreveu a ONU no twitter.

Em nota, Michelle Bachelet afirmou que “a certeza da punição, mais do que sua severidade, dissuade o crime. Penalidades como castração cirúrgica e salpingectomia bilateral não resolverão nenhuma das barreiras de acesso à justiça, nem terão um papel preventivo. A castração cirúrgica e a salpingectomia violam a proibição absoluta de tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes de acordo com o direito internacional dos direitos humanos.”

Durante o período de lockdown para conter a disseminação do coronavírus, o número de casos de estupros cresceu assustadoramente, informou o Breitbart. “De março a julho, a Nigéria documentou 717 casos de estupro e 7.170 estupros não relatados em todo o país. Para efeito de comparação, o Bureau de Estatísticas da Nigéria disse que mais de 2.200 casos de estupro e agressão indecente foram relatados em 2017.”