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Muitos de nós hoje tiramos o dia para falar de vacina contra o Vírus Chinês, que tomou parte dos discursos de líderes na ONU.

Ao mesmo tempo, deixamos passar discussões sobre Bolsa Família, Vouchers, Renda Brasil, ajuda alimentar para índio com obesidade mórbida e outras farras com o dinheiro público, que, diga-se de passagem, está bem justo e apertado.

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Perdoem-me os friedmanistas de Chicago, que vêem na ideia da renda básica, que eles chamam ternamente de “imposto de renda negativo”, um elemento de fomento ao liberalismo: vimos, já com os 34 anos de experiência acumulada, que o resultado foi um fracasso para a sociedade brasileira – criamos um curral de apaniguados que hoje faz da mediocridade social o seu meio de vida.

Não me venham os lulistas com o discurso de que o ticket mensal tirou “milhões da miséria” – se bem atentarmos para os fatores econômicos dos anos 90, o que tirou o pessoal da miséria foi a internet. E não falo isso por piada – a tese, um dia, quiçá, boto em livro quando os demais que devo (e alguns já entregues) forem publicados. Parte disso eu já antecipei em meu canal no Telegram, mas exponho aqui organizadamente o que já disse lá.

Durante estas duas décadas de assistencialismo, desde os tempos de Cristóvam Buarque, todos os índices destinados a ser alvo dos resultados calculados pelo assistencialismos falharam.

Os índices de violência urbana explodiram. A educação, carro-chefe da “desculpa Bolsa Família”, como todos sabemos, apresenta os piores índices da história. A qualidade de vida entre miseráveis (pobreza extrema) levou muito para a pobreza “tradicional” e lá os manteve, puxando alguns que já estavam migrando para a classe média a dar um passo atrás e pegar essa “boquinha”, inchando assim o programa, que aumentou tanto nos valores gastos, quanto no tamanho dos benefícios (tem até “13º”…), quanto no número de famílias atendidas. Adiantou algo? O país evoluiu? As gerações seguintes dos beneficiados retornaram esse investimento para o resto do Brasil. A resposta cristalina é não.

Não apenas não retornaram o investimento como já temos uma segunda geração de filhos do BF entrando no programa com a sua própria família. O Brasil criou um parasitismo estatal oficial do qual parte da classe política se tornou escrava.

O foco aqui é, portanto, a ineficiência presente e os malefícios futuros do “Estado mim dá papai” ou, como possam melhor entender os boomers, o Estado-Mortadela.

Assistencialismo é hoje um câncer que atinge a economia, a inteligência jurídica, a cultura e, last but not least, a política.

O assistencialismo tem que acabar urgentemente. Chega. Alguém precisa dar um basta nisso e não seguir alimentando esse Golem.

A ideia em si de um novo programa, da ampliação de antigos, da criação de 13ª parcela, de férias e FGTS para bolsofamiliar e de outras mongolices estimuladas por economistas que fizeram campanha para “Boulos, O Invasor”, não deveria nem sequer ser cogitada e esses recursos, sim, ser aplicados em programas de emprego e não de renda.

O pobre precisa trabalhar – não só para seu sustento, mas para melhorar a sua saúde mental e seu bem estar social, sua autoestima e a sua capacidade de se integrar plenamente à Nação.

O BF é uma máquina gigantesca de geração de baixa autoestima.

Seguir nessa linha de vouchers, ainda que com carimbo de “saúde” ou “educação” sem contrapartida diretamente produtiva (apenas lastreado na esperança de que os filhos dos bolsafamiliares dêem no futuro bons e educados trabalhadores… ou não…) é experiência que já fracassou.

O Brasil precisa urgemente de um stop loss social.

É preciso repensar o Bolsa Família nessa necessidade de retomada da economia, e dar àquele que vai buscar um primeiro emprego ou vai se reintegrar ao mercado de trabalho após anos de desemprego ou subemprego, uma isenção total de impostos e contribuições. Isso sim seria um programa social simples, digno e heróico.

Presidente Bolsonaro, quer entrar pra história como herói dos pobres? Então acabe com essa porcaria de Bolsa Família e isente seus beneficiários de todo e qualquer imposto caso ele arrume ai um bom emprego: faça o mesmo com os jovens que estão entrando agora no mercado de trabalho e com aqueles que estão retornando após longo prazo sem ver a carteira assinada.

Se a ideia for apenas ser reeleito e lembrado como herói do centrão, reforce a ração no curral, dê um up no Bolsa Família e nos vouchers do governo e boa sorte, que, tenho certeza, o senhor será vencedor, ainda que sob o custo de derrota de quem V.Exa. escolha para sucedê-lo.

Caso o senhor adote a ideia de isenção total de impostos para trabalhadores oriundos do programa do Lula, criado pelo Cristóvam Buarque e alguém diga que o senhor irá, com isso, “tirar as crianças da escola”, diga a eles que “graças a Deus você irá livrá-los do mal de Paulo Freire” e caso queiram aprender algo, mande-os se matricular no COF do Prof. Olavo de Carvalho (algo que, diga-se de passagem, recomendo a V. Exa., item).