Líder estudantil da Inglaterra diz que somente gays, negros e trans devem voltar às aulas

A líder da União de Estudantes da Inglaterra disse que negros, transgêneros, gays, deficientes e pobres deveriam ter permissão para voltar às aulas, enquanto os brancos héteros e saudáveis que não são pobres deveriam ficar em casa, sob pena de se criar uma “segunda onda” de infecções por coronavírus (COVID-19).

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JUSTIN TALLIS/via Getty Images
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Larissa Kennedy advertiu que as universidades britânicas deveriam se tornar espaços dedicados a suporte e tratamento às pessoas afetadas pelo coronavírus chinês. Contudo, só quem se enquadra na categoria de “minoria” deveria se valer desse benefício; os brancos héteros com condições financeiras precisam ficar em casa.

“As pessoas podem se encontrar em ambientes [familiares] que são homofóbicos ou transfóbicos e precisam deixá-los, e as pessoas com deficiência podem precisar de equipamentos, suporte e outros ajustes razoáveis não disponíveis em casa”, afirmou Larissa a respeito de LGBT’s e pessoas com alguma deficiência física.

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Para os estudantes que não sejam brancos, Larissa Kennedy justificou que eles merecem tratamento especial porque “sabemos que os alunos de cor estão desproporcionalmente [vivendo] em famílias lotadas e desproporcionalmente têm responsabilidades maiores.”

Kennedy contou ao jornal inglês The Guardian em agosto que a motivação para se tornar uma líder estudantil “foi como a misoginia, racismo, classismo e outras formas de opressão são reproduzidas pelo sistema educacional.”