Mesmo com violações, Cuba, China e Rússia integrarão Conselho de Direitos Humanos da ONU

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Foto: Foglio II
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Apesar do histórico de violações de direitos humanos, países como Cuba, China e Rússia, entre outros países com viés comunista, foram aceitos no Conselho de Direitos Humanos da ONU, com a oposição de ONGs como a Human Rights Watch (HRW), que não considera esses países merecedores para integrarem a instituição.

A Assembleia Geral da ONU elegeu os novos 15 membros do Conselho de Direitos Humanos da entidade em uma votação na qual a maioria dos candidatos, exceto aqueles que concorriam pelo grupo Ásia-Pacífico – China, Arábia Saudita, Nepal, Paquistão e Uzbequistão -, tinham virtualmente a garantia de um lugar, pois não tinham concorrentes.

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Na sexta-feira (09/10), a opositora cubana Rosa María Payá insistiu para que a comunidade internacional, especialmente os países europeus e americanos, votassem contra a candidatura de Cuba.

“Pedimos para que votem contra a ditadura cubana para o mais importante órgão de direitos humanos”, disse Payá, em evento virtual organizado pela ONG UN Watch.

O mesmo ocorreu com a Rússia, que, juntamente com a Ucrânia, concorria a um dos dois assentos reservados aos países da Europa Oriental, de modo que seu lugar estava quase garantido.

Em relação à China, a HRW (Human Rights Watch), destacou relatórios elaborados por especialistas da ONU alertando sobre graves violações dos direitos humanos em Hong Kong, Tibete e na região de Xinjiang, sobre a supressão de informações no início da pandemia de Covid-19, e sobre ataques a ativistas, jornalistas e críticos do governo.

Os 15 países eleitos se juntarão ao Conselho de Direitos Humanos, composto por 47 assentos, para um mandato de três anos, com início em janeiro.

*Com informações da Epoch Times