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Por Evandro Pontes

O Brasil guarda longa tradição em suas relações diplomáticas, que remontam ao alvorecer de nossa Independência: Felisberto Caldeira Brandt Pontes, o Marques de Barbacena, deu início a uma tradição audaz que moldou trabalhos de diplomatas como Francisco Adolfo de Varnhagen, o Visconde de Porto de Seguro.

Seguindo a tradição do maior de todos, Alexandre de Gusmão (irmão de Bartolomeu de Gusmão), o responsável pela estabilidade do mapa do Brasil por meio do tratado de Madrid de 1750, a diplomacia brasileira sempre foi marcada pela austeridade e pela coragem na defesa de nossa Nação.

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No período do nascimento do Brasil Independente, José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência exerceu papel magistral quando esteve a frente de missões na Europa.

Mas foi no Segundo Reinado que surgiu a figura do maior de todos, José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco, cujo serviço seguiu em tempos de República.

Paranhos, seguindo o espírito deixado por Gusmão, foi fundamental na defesa das fronteiras do Brasil.

Outros cuja atenção nunca foi tão relevante, justamente por causa do brilhantismo em outras frentes, honraram o nosso Itamaraty: João Guimarães Rosa, o homem do Grande Sertão foi, dentre todos, uma figura fundamental em trabalhos humanitários no Itamaraty. Junto de sua esposa Aracy de Carvalho, enquanto atuou como Embaixador brasileiro em Hamburgo entre 1938 e 1942, Rosa auxilou judeus a se exilarem no Brasil e escaparem do Holocausto. O feito de Aracy é reconhecido nos jardins do Yad Vashem em Jerusalém.

Ruy Barbosa, outro missionário (embora não tenha desempenhado carreira específica) notabilizou-se pela Missão de Haia, onde fez discurso lógico protegendo a soberania brasileira dentre demais nações de alto poderio militar.

Oswaldo Aranha, o homem do voto de Minerva favorável ao Estado de Israel, figura também entre nossos gigantes da diplomacia brasileira, com memória voltada pela autonomia dos povos e a preservação da vida como bem maior do missionário brasileiro mundo afora.

Notem que esse desfile de heróis da carreira diplomática é marcado por uma dupla característica: o respeito à vida e a defesa intransigente de nossas fronteiras.

No que tange ao respeito à vida, os vários missionários da nossa diplomacia compreenderam o compromisso humanitário que todo o brasileiro tem em seu espírito e que vai marcado em nossa constituição, logo em seu preâmbulo, onde vemos destacado que a Justiça, como valor supremo, deve ser perseguida tanto na ordem interna como na internacional.

A defesa das fronteiras, tradição implementada por Gusmão e que se tornou uma das preocupações do processo de Independência, é praticamente uma constante em nossos heróis de chancelaria. Não a toa Paranhos foi também figura fundamental durante a Guerra do Paraguai, evento que até hoje foi o que mais se aproximou de uma ameaça real à estabilidade de nossas fronteiras.

Eis que, em pleno Século XXI, o Brasil se depara com questões intrincadas relacionadas às nossas fronteiras – o brilhante jornalista Leonardo Coutinho, maior expert na análise desses problemas na região da Calha Norte (leia-se, fronteira da Venezuela com Roraima), adverte desde os tempos em que Chavez ainda era vivo. Maduro só piorou e intensificou o problema, como fica claro em O Espectro.

Graças à justiça do resultado eleitoral de 2018, temos hoje à frente do Itamaraty o Chanceler Ernesto Araújo – homem que, sem medo de aqui afirmar, já figura na lista dos gigantes da nossa diplomacia, ao lado de nomes como Rio Branco, Porto Seguro e Barbacena.

Ernesto soma ao mesmo tempo duas características que, entretanto, ainda não se viram unidas em um mesmo diplomata na nossa História – a preocupação com nossas fronteiras e o compromisso com o lado humanitário extra-nacional, ambas ao mesmo tempo.

Talvez porque o Brasil não tenha sido testado como vem sendo nos últimos anos, homens como Caldeira Brandt Pontes e Paranhos deixaram apenas latente algo que neles sempre existiu. Mas é com a Chancelaria de Ernesto Araújo, o homem certo, no lugar certo, na hora certa, que vemos esse espírito guerreiro, audaz e ao mesmo tempo cordial, emergindo na defesa dupla do Brasil e do Ser Humano.

A costura diplomática que Ernesto Araújo empreende com os EUA de Trump e Mike Pompeo não só nos coloca ao lado das democracias livres e esclarecidas, mas também ao lado das nações que estão alinhadas de forma intransigente com o direito à vida.

A Venezuela, ditadura genocida e atroz, testa a força do Brasil e o mundo assiste de olhos arregalados a coragem e altivez de um diplomata que, como integrante do Ministério de Bolsonaro, segue a risca seu Plano de Governo, afastando o Brasil, item, da influência nefasta do Partido Comunista Chinês.

A resposta reprovável de Rodrigo Maia mostra de que lado está o establishment da política nacional: ao lado da Venezuela (esta, também já defendida ostensivamente pelo Ministro Barroso), das nações genocidas, da injustiça, da iniquidade, da impunidade, de ditaduras comunistas (como a China) e contra o Brasil, os brasileiros, o povo sofrido venezuelano (vítima do narco-ditador Maduro) e, last but not least, contra os Estados Unidos da América e, portanto, contra o maior símbolo de liberdade e democracia da História da Humanidade.

Cada brasileiro, ao acordar, deveria enviar ao Ministro Ernesto Araújo uma mensagem de gratidão, lembrando o Presidente Bolsonaro que é de mais Ministros como Ernesto que seu governo precisa e de mais homens que, como ele, se preocupam acima de tudo com a defesa do Brasil e do ser humano, ao invés de gastar energias com minudências partidárias que se muito obedecidas, jamais teriam permitido surgir no Brasil esse exército do Rio Branco, hoje liderado, ao meu ver, pelo maior de todos os diplomatas da História do Brasil.

Ernesto Araújo é a própria encarnação do bordão Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.

Obrigado, Chanceler Ernesto Araújo!